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07 de abril de 2010 às 00:35

Viagem numa bike elétrica

Fotos: Fábio Faria

Meus ilustres amigos,

Eu sempre sonhei em viajar numa bicicleta, numa viagem de vários sentidos. Viajar no sentido da palavra, já realizei algumas.

Até o momento, as mais bonitas e agradáveis foram: Recife a Natal de Bicicleta, pelo litoral [essa inclusive fizemos até um vídeo, no qual exibimos na livraria Cultura em Recife e na livraria Siciliano em Natal, com o sugestivo título Ecociclo]; Natal a Pipa, esse roteiro já perdi as contas; Pipa a Baia Formosa, umas três vezes; Pipa a Vila Flor, duas vezes; Natal a Guaramiranga/CE via Canoa Quebrada, essa viagem foi espetacular, o litoral do RN é infinitamente lindo, anos atrás já realizei algumas caminhadas pelo litoral, o que me assusta é a brusca transformação desses recantos, ora pelo avanço do mar, ora pelos impactos causados por construções.

Estou sendo barrista, pra falar a verdade todo esse litoral que pedalei é singular, com as mais variadas particularidades. É o caso da Coroa do Avião em Pernambuco, Tambaba na Paraíba, Pipa no RN, as salinas de Macau e Areia Branca, o litoral de falésias do Ceará, são tantas impressões de paraísos.

Sonhos Elétricos

A outra viagem era o sentido dos sonhos elétricos, a bicicleta elétrica. Trafegar na cidade fazendo uso de um transporte individual altamente silencioso com emissão zero de poluição, já que a energia na qual consumimos é proveniente de hidrelétricas, era um sonho!

Mas essa realidade é presente, agora em Natal, a Evetech está produzindo e vendendo bicicletas elétricas [vejam as fotos]. Tenho me deslocado nestes últimos dias pela cidade numa bike elétrica, estou impressionado com o desempenho e agilidade deste veículo.

Para se ter uma idéia, testei a autonomia da bicicleta, domingo passado, indo em direção ao interior do estado. Sai de Natal é fui até Serra Caiada, pela rodovia federal 226, levei duas horas e meia, foram oitenta e dois quilômetros, você pode imaginar o que é isto!?

Não usei nada de combustível fóssil, não lancei gases para o efeito estufa e gastei apenas trinta centavos com o custo da eletricidade, para recarregar as baterias da bicicleta.

Localizada no Agreste Potiguar, Serra Caiada encontra-se no início do Planalto da Borborema, é a rocha mais antiga da América Latina, com 3,4 bilhões de anos. Essa pedra possui formação Cristalina com 285m de altura, 3.000km² e 10km de profundidade.

Na cidade, o deslocamento é rápido, a velocidade máxima é de quarenta e três quilômetros. Passo, ligeiro pelas filas de carros ao longo das avenidas com seus congestionamentos.

O legal, as surpresas das pessoas que ficam encantadas perguntando que transporte é esse?!!? Pois, seu design é moderno e futurista.

Precisamos urgentemente mudar nossos comportamentos, frente às alterações das mudanças climáticas. Mudar nossa atitude de consumo e cobrar políticas públicas para construções de ciclovias e de proteção do ar, que envolve essa majestosa bola azul mantendo-nos vivos. Necessitamos de uma economia verde!

Aguardem em breve mais novidades sobre bike elétrica!

Haroldo Mota

Fábio Faria
19 de janeiro de 2010 às 18:40

Uma prosa sobre André da Rabeca

Foto: Sandro Fortunato
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Fotos: Canindé Soares
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Dona Nazaré,  esposa esposa de André e Jeane dona da lanchonete onde guarda até o momento a rabeca

Por Sandro Fortunato – www.sandrofortunato.com.br

Em 2000, comecei uma série sobre figuras populares de Natal (RN) para o site Natal na Íntegra. André da Rabeca estava nos primeiros nomes pautados e chegou a ser fotografado, mas a matéria não foi  concluída. No dia 6 de agosto de 2008, de volta à cidade, encontrei André no meio-fio em frente à Manchete Calçados, na esquina das ruas Coronel Cascudo e Princesa Isabel, na Cidade Alta. Saquei o “chaveirinho” do bolso e fiz algumas fotos. André não era de muita conversa, mas, encantado com a máquina, me perguntou quanto custava e comentou que poderia ganhar uns trocados a mais se tivesse uma, fotografando os casamentos nos quais, vez ou outra, era chamado para tocar.

Nascido no interior do Rio Grande do Norte em 27 de outubro de 1942. Segundo seu pai, André era mole e não dava para trabalhar na roça. No início dos anos 80, pegou a estrada para a capital e foi tocar rabeca nas ruas. As últimas notas de sua história como rabequeiro foram dadas em dezembro passado. A tuberculose se manifestou mais uma vez e seu estado de saúde piorou rápido. Como todo desvalido, fez sua peregrinação pelos postos e hospitais públicos: Posto de Saúde de Mãe Luíza (bairro onde morava), Hospital dos Pescadores (Rocas) e Walfredo Gurgel. Medicado e mandado para casa, sem o tratamento adequado, só parou no quarto, o Giselda Trigueiro, quando já era muito tarde. Deu entrada na segunda, 11 de janeiro, e faleceu na tarde do sábado seguinte, dia 16, às 16h05.

André morreu aos 67 anos, deixando Dona Nazaré, sua esposa, e cinco filhos. Destes, só Ivanilson, o mais novo e único nascido em Natal, morava com ele. Os três filhos homens estiveram no sepultamento no cemitério do Bom Pastor, no domingo, 17. As duas filhas, que moram em cidades do interior, nem sabem que o pai faleceu. Nenhum deles aprendeu a tocar rabeca. Nem os muitos netos. O instrumento, que nos últimos tempos ficava na lanchonete Fri-Shop (em frente à Manchete Calçados), continua guardado por Jeane Araújo, dona do local. Segundo Ivanilson, a rabeca será doada ao Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão.

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Estas são 3 das 34 fotografias da exposição “Espetáculo das Águas”, que estarão expostas na Aliança Francesa.

Acontece amanhã, dia 30, quarta-feira o sarau da Aliança Francesa dentro das comemorações do ano da França no Brasil.

Participam do sarau o poeta Alex Nascimento, a cantora Andrezza Costa e Ricardo  Menezes, além de palestra sobre fotografia com os fotógrafos diretores do Jornal da Fotografia, João Maria Alves e Marcus Ottoni. Acontece também durante o sarau a exposição fotográfica “Espetáculo das Águas”,  com fotos de minha autoria. São 34 fotografias em tamanho 30 x 40 cm, das viagens que fiz pelo interior do Estado, durante o período das chuvas onde registrei não somente as sangrias dos açudes, mas também a alegria do povo da região diante das mudanças de comportamento trazidas pela chuva.

Todos estão convidados!

Dia 30 de setembro
19 horas
Aliança Francesa de Natal, Praça Civica.

30 de agosto de 2009 às 22:53

Acharam Belchior

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O jornal “El País” noticiou que localizou o cantor Belchior que está vivendo no Uruguai e não quis conceder entrevista. O músico está morando em San Gregorio de Polanco no interior daquele país.

29 de março de 2009 às 19:30

Num canteiro da prudente

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Hoje as 10h46 no canteiro central da Av. Prudente de Morais próximo a esquina da Rua da Integração em Candelária.

Vale a pena ler o comentário de Sandro Fortunato:

Comentário:
Há uns 15 anos, ali por 1993 ou 1994, em um mês de dezembro, quando Aldo Tinoco era prefeito, fiz uma matéria registrando a rotina de um dia de trabalho do administrador da cidade. Naquela época – HÁ UMA DÉCADA E MEIA -, os moradores de Natal começavam a perceber uma “novidade”: famílias esmolando nos sinais. Havia uma dado interessante naquele tempo. Grande parte dessas famílias TINHAM CASAS nos bairros periféricos de Natal ou em pequenas cidades do interior do estado e costumavam se dedicar a essa atividade (pedir esmolas) somente na época das festas de fim de ano, quando normalmente as pessoas se tornam “mais generosas” e acabam “contribuindo para o Natal dos pobres”.

Hoje o quadro é completamente diferente. As pessoas MORAM perto dos sinais, nos canteiros e nas praças. Elas começam A CONSTRUIR pequenas moradias nesses lugares. (você já postou aqui várias fotos mostrando essas situações: Praça Cívica, Av. do Contorno, etc)

Desde essa história que contei sobre o tempo de Aldo, já estamos na QUARTA administração  (Aldo, Wilma, Carlos Eduardo e Micarla). Não vamos perder tempo apontando culpados. Vamos deixar isso para os joguetes entre políticos. Quero saber O QUE É QUE VAI SER FEITO AGORA para que daqui a quatros anos não tenhamos praças inteiras e outros trechos da cidade totalmente tomados por PESSOAS MARGINALIZADAS. Deixando bem claro o sentido literal da expressão: PESSOAS À MARGEM DA SOCIEDADE.

Teremos ações voltadas para a integração desses indivíduos ou basta nos escondermos atrás dos vidros fechados de nossos carros e nos andares altos dos prédios onde moramos?

Você pode ver todos os comentários sobre esse post aqui:

20 de outubro de 2008 às 23:56

Um Olhar sobre a Cultura Popular Nordestina


1° lugar – Alex Régis


2° lugar – Augusto Cesar, 3° lugar – Rodrigo Sena, 4° lugar – Roberto Meira


5° lugar – Aurilio Santos, 6° lugar – Fred Veras, 7° lugar – Ricardo Fernandes


8° lugar – Márcio Vasconcelos, 9° lugar – Chico Porto, 10° lugar – Igor Dantas

Concurso Um Olhar sobre a Cultura Popular Nordestina divulga fotografias selecionadas

Religiosidade, tradição, danças, cores e movimentos da cultura popular nordestina foram destacados nas dez fotografias classificadas pelo Concurso Fotográfico “Um Olhar sobre a Cultura Popular Nordestina”, com fotografias inscritas de todos os estados da Região Nordeste, e a participação de fotógrafos profissionais e amadores. O concurso contou com o patrocínio do Programa BNB de Cultura 2008. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (20/10) e está disponível no site www.olharcultural.com .

A comissão avaliadora teve o desafio de escolher as dez melhores colocadas entre as 682 fotos inscritas. O primeiro lugar foi para o fotógrafo Alexsandro da Silva Régis, com a foto intitulada O pescador, com o registro do trabalho de pescadores na Praia da Redinha, no litoral norte de Natal-RN. O fotógrafo paraibano Augusto César Cunha Pessoa ficou em segundo lugar com a fotografia Reisado de cores, um registro feito em Juazeiro do Norte-CE, sobre o Reisado, dança típica da cultura popular regional. Em terceiro lugar foi classificado o fotógrafo natalense Rodrigo César Cortez de Sena com a foto Cavalo Marinho, uma mostra desta dança popular tradicional do Estado de Pernambuco, porém a fotografia foi registrada no município de Pedras de Fogo-PB.

O quarto lugar foi para o fotógrafo Roberto Meira, de Assu, interior do Rio Grande do Norte, com o registro fotográfico São João que destacou as bandeiras das Festas Juninas e a religiosidade desta festa que faz parte do calendário de festejos populares da região. O paraibano Aurílio Santos foi classificado em quinto lugar com a fotografia Pipa de criança arranha céu, registrada em Brejo do Cruz-PB.

O fotógrafo Frederico da Silva Veras, de Mossoró-RN, ficou em sexto lugar com a foto O sertanejo e a luz do semi-árido. O sétimo lugar também foi para um fotógrafo de Mossoró-RN, com a foto intitulada Corrida de jegue, Ricardo Francisco Fernandes Lopes registrou um dos eventos mais populares do Nordeste. O oitavo lugar foi para o fotógrafo Márcio Vasconcelos, do Maranhão, com a foto Benção de São João, registrada no município de Penalva/MA. O fotógrafo Chico Porto foi classificado em nono lugar com a fotografia Fé no Frei, registrada em Recife-PE. A décima fotografia colocada tem como título Sertanejo, sobretudo um forte, do fotógrafo Igor Dantas Fraga, um registro fotográfico feito em salvador-BA.

A comissão avaliadora foi formada por três fotógrafos, com experiência também no ensino da arte de fotografar. Itamar Nobre, professor Dr. de Fotografia do Curso de Comunicação Social da UFRN, além disso Itamar também coordena a Base de Pesquisa Imagem, Cultura e Sociedade – IMACUS; Henrique José, cearense naturalizado potiguar, repórter-fotográfico, diretor e educador da Ong ZooN Fotografia, que atua também como professor de Fotografia Digital do Senac; e Teotônio Roque repórter-fotográfico, membro da Ong OLHARES e da Rede de Comunicadores Solidários à criança.

A premiação contempla um prêmio em dinheiro e certificado para os dez primeiros distribuídos da seguinte forma: R$ 1.000,00 (um mil reais) e para o 1º lugar; R$ 700,00 (setecentos reais) para o 2º lugar; R$ 500,00 (quinhentos reais) para o 3º lugar; o 4º lugar ganhará R$ 400,00 (quatrocentos reais), o 5º lugar ganhará R$ 300,00 (trezentos reais) e do 6º ao 10º lugar os vencedores R$ 200,00 (duzentos reais).

Além da premiação em dinheiro, as fotografias selecionadas serão contempladas com a participação em duas Mostras Fotográficas, a primeira no site do Concurso, através do endereço: www.olharcultural.com. A segunda Mostra será nos Centros Culturais do BNB (Fortaleza-CE, Souza-PB e Cariri-CE) prevista para o próximo ano, com data a ser definida. Além disso, as fotografias serão distribuídas gratuitamente através de 10 mil cartões postais, o que será importante para divulgar as imagens da cultura popular por todos os estados da Região Nordeste.

O concurso é um iniciativa da Caminhos Comunicação & Cultura, formada por um grupo de jornalistas e radialistas potiguares que utiliza a comunicação que realiza trabalhos nas áreas de artes visuais e audiovisual, com destaque para a valorização da cultura popular. Mais informações sobre o concurso pelos telefones 84-9138-7111(Dayana Oliveira) e 84-9977-6464 (Alexandre Santos).

22 de março de 2008 às 08:20

Dia Nacional da Água – 22 de Março

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O dia amanheceu chovendo em Natal, muita chuva pelo interior do Estado, mas é um momento de reflexão.
E a Caern presenteou aos moradores do Alecrim, divisa com o bairro Dix Sept Rosado nessa data, um dia sem água.