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24 de maio às 00:29

Em verdade, vos digo…

Do “Sempre Algo” de Sandro Fortunato que se refere ao nosso trabalho sobre bustos e estátuas em Natal:

A edição deste domingo, 24 de maio, da Tribuna do Norte traz duas páginas com matéria sobre o abandono sofrido pelos monumentos em Natal (RN). Texto e fotos fazem um rápido passeio por marcos nos bairros mais centrais e, ao final, dá voz à Semsur – Secretaria de Serviços Urbanos, órgão da Prefeitura do Natal responsável pela conservação dos monumentos.

A matéria termina da seguinte forma:

Segundo ele [o secretário adjunto da Semsur], um historiador e um fotógrafo já estão preparando o inventário sobre os problemas, as necessidades e a história de cada monumento. Ainda não há prazo para o início do trabalho.

O historiador e o fotógrafo em questão são, respectivamente, eu, Sandro Fortunato, jornalista (ou ex, como prefiro), memorialista, historiador por amor e capricho pessoal, e Canindé Soares, não “um”, mas “O” fotógrafo, senhor de vasta obra da qual será impossível escapar ao se pesquisar sobre a História da cidade do Natal das últimas três décadas e das próximas. That’s my man! Ele é O Cara! Prazer, somos nós. Ainda nem viramos estátuas para sermos esquecidos.

Para que fique bem claro que bronze não é gesso, o tal trabalho, que desenvolvemos desde fevereiro, é pessoal, autofinanciado e tem como finalidade mostrar, em livro, quem são as quase sempre esquecidas figuras homenageadas com estátuas, busto e efígies na cidade do Natal. Estamos em fase de conclusão de pesquisa, isto é, já chegando ao final do levantamento do que existe e, em breve, partindo para a edição dos textos (minha área) e escolha de fotos (feitas pel’O Cara).

Por meio de nota na coluna de Cassiano Arruda, na edição de 1º de março do jornal O Poti, portanto há quase três meses, a Semsur soube de nosso trabalho e nos chamou para uma conversa. Na ocasião, o órgão demonstrou interesse em estender a pesquisa aos demais monumentos da cidade (nosso foco são apenas estátuas, bustos e efígies que representem alguma personalidade real). Para isso, seríamos patrocinados, contratados ou qualquer coisa legal que incentivasse a realização desse novo projeto que, em parte, coincide com o trabalho que já vínhamos desenvolvendo. Até o presente momento, isso não foi fechado. Na última reunião, há poucos dias, na qual só Canindé participou, isso parece ter tomado rumos de ser viabilizado.

Resumindo e deixando bem claro: meu projeto em parceria com Canindé foi iniciado em fevereiro de 2009, está indo muito bem, obrigado, e já partindo para a fase de edição. O objetivo é publicar um livro mostrando quem são as personalidades representadas por estátuas, bustos e efígies em Natal. Ponto.

Quem visita nossos blogs sabe disso há meses e tem acompanhado a evolução do trabalho.

Mais um adendo. A pressa em “fechar matéria” geralmente impossibilita o aprofundamento da pesquisa. Na matéria da Tribuna, são mostrados o busto de Pedro Velho e a estátua de Augusto Severo, duas belíssimas obras francesas, quase centenárias, criadas para resistir a todas as intempéries, incluindo a mais cruel delas: o desprezo humano. Já passaram por dezenas de administradores, prefeitos, secretários; passarão por outros tantos e continuarão lá quando os bisnestos dos atuais já não andarem sobre a terra. O abandono tem outra cara. Muito mais feia. Ou se poderia dizer que nem tem cara, pois desfigura até as obras que foram feitas com o objetivo de perpetuar a memória de alguém. Que o digam o Padre João Maria e o jornalista e advogado Manoel Dantas, figuras sem rostos, esquecidas por quase todos. São deles os bustos deformados que abrem este texto.

Para ver todos os posts relacionados a nosso trabalho de pesquisa:

Aqui no blog

Sempre Algo a Dizer

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