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Curso debate interiorização do turismo no Nordeste

Apresentar novas visões e romper estereótipos ligados ao turismo nordestino. Essa é a finalidade do curso promovido pelo Departamento de Geografia (DGC), vinculado ao Centro de Ensino Superior do Seridó (Ceres/UFRN), que traz como recorte os municípios do interior potiguar e objetiva mostrar o potencial de regiões não litorâneas do RN. O responsável por ministrar a discussão é Anderson Matheus André de Oliveira, geógrafo e mestrando no Programa de Pós-Graduação em Geografia (GeoCeres). O evento acontece via Google Meet, no período de 18 a 20 de janeiro. As inscrições podem ser realizadas na página da ação, no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa).
Anderson Oliveira tem no cerne da sua pesquisa as políticas de interiorização do turismo nos municípios de Luís Gomes, Martins e Portalegre. Ele explica que a inclusão de atividades turísticas nos interiores é uma alternativa econômica que está ligada ao fortalecimento e à emergência de novas modalidades de segmentos turísticos, que perpassam desde as excursões religiosas até as de eventos e negócios. Aliadas à capacidade de ressignificação, elas são populares e assumem alto potencial nas cidades fora do centro.
O responsável por coordenar o minicurso é Leandro Vieira Cavalcante, professor do Departamento de Geografia do CERES e supervisor de estágio do mestrando. A expectativa do docente é de que o curso alerte e direcione o olhar dos alunos para outras modalidades turísticas. “O minicurso procura fazer com que os participantes reflitam acerca da necessidade de descentralizar o turismo do litoral e expandir para o interior, possibilitando a produção e a promoção de novos territórios turísticos, bem como a geração de emprego e renda para a população local”, enfatiza.
Em convergência à visão do coordenador, Anderson observa que existe uma dinâmica reveladora de construção de novos territórios turísticos. O resultado disso é a urgência de debates em torno das ações de interiorização, como programas e políticas públicas, que considerem a necessidade das comunidades locais e a diversidade ambiental e social do semiárido. Na mitigação desse problema, o curso pode instigar novos estudos sobre a temática, fazendo com que os participantes percebam novos espaços turísticos e proponham intervenções para a valorização e visibilidade no interior nordestino.
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