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18 de dezembro às 04:36

João Neto expõe na Aliança Francesa

João Neto expõe na Aliança Francesa.

O artista plástico, João Neto, autodidata, desde a infância vem trazendo consigo aptidões  para o desenho e num determinado tempo de sua vida, entrou num processo existencial e os seus desenhos passaram a ter uma forma diferente de
expressão.

Ele trabalha o abstracionismo e de uma forma singular, consegue  criar uma perfeita  simetria entre formas das suas figuras e o contraste de cores com extrema harmonia. Mesmo no abstracionismo, ele enfatiza o tema da vida, da concepção, do nascimento de ser, através do encontro das genitálias masculinas e femininas e de figuras uterinas. O seu trabalho tem acima de tudo, também, uma relação profunda com a natureza, utilizando plantas, frutas e flores, e a vida em sua plenitude e beleza. Além de uma imensa ligação com a espiritualidade, apresentando anjos e figuras metafisicas, demonstrada nas formas e na diversidade de suas cores, enaltecendo e fundindo-se ao amor, através do ato de uma relação sexual em harmonia.

O artista já fez algumas coletivas no Natal shopping e também apresentou os seus trabalhos no Domingo na Praça da antiga TV Cabugi.

Nesta sexta-feira, 17 de dezembro, abertura da exposição individual apresentando seus trabalhos na Aliança francesa.
O material utilizado para criação  dos seus desenhos, são: apenas, o lápis aquarela e um fixador fosco, sem mais nenhum instrumento para desenvolvê-los. Ele, utiliza-se e muito, das suas intuições.

Vicente Vitoriano fala sobre o trabalho de João Neto:

“Não é de hoje que compreendo o abstracionismo como uma opção pictórica ou gráfica extremamente perigosa. Isto se explica, de início, pelo esgotamento de possibilidades imagéticas entre dois extremos representados pelo expressionismo ou pela geometria. Algumas vezes, as especulações práticas em torno do uso de materiais podem salvar um empreendimento nesta área. João Neto, há algum tempo, vem realizando um exercício com a abstração em que tal dificuldade se apresenta muito poderosamente.

O artista, ao trabalhar composições próximas da geometria e, algumas vezes, acercadas de figuras como máscaras, flores ou objetos imaginados, ainda se submete ao risco de usar como meio o pastel seco, material em si já permeado de dificuldades técnicas, especialmente neste caso, em que há uma direção para a precisão e o artista parece guiado pelo desejo de uniformidade cromática em determinadas áreas de cor.

Ocorre, porém, que João Neto consegue sobrepujar os entraves próprios de sua aventura artística e apresentar uma obra carregada de uma alegria vinda de um legítimo sentido de ludismo, este que parece presidir todo seu processo criativo. E isto é feito de modo a não haver prescindência de apuro que se revela tanto nos intricados jogos formais que o artista constrói, quanto nas complexas escolhas cromáticas. Dado este sucesso, ver a obra de João Neto se transforma numa experiência estimulante”.

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