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Um bairro em cima de uma duna
A imprensa local nos últimos dias tem noticiado a problemática das construções em cima das dunas de Mãe Luiza. Um problema que precisa de atenção com a chegada das chuvas, pois a situação pode ser uma tragédia anunciada. Com certeza essas dunas seculares estão bem fixadas, inclusive pela vegetação. Mas o peso das construções atribuído ao lixo que está sendo jogado nas encostas, conforme fotos, pode afetar essa fixação e ocorrer uma catástrofe. É necessário e urgente que as autoridades tenham consciência desse problema antes que aconteça algo pior. Sem contar que aquela é uma área importante no aspecto da preservação ambiental e que está sendo invadida por construções de moradias.
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4 comentários em “Um bairro em cima de uma duna”
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Fala Canindé. Ótima denúncia sua, ou pelo menos, “chamada de atenção”. Quero acrescentar que além dos existentes e dos em construção, como você fotografou, existem outros que ainda irão começar as obras. Pelo que vi no Plano Diretor estão situados em área não edificável. Talvez a justificativa da SEMURB seja que eles tenham dado entrada antes da lei ser consolidada, ou pelo menos nessa área… Triste para nossa cidade e nós – seus habitantes.
Muito boa as colocações de Sérgio Menezes.
Concordo plenamente com o Sérgio.. o problema é a ocupação.. o terreno é arenoso e alta absorção e não uma rocha cristalina no sub-solo como no RJ, ES e SP.
Canindé,
A grande diferença é a geologia do terreno, que em Natal é arenoso e de grande absorção, e com lençol freático logo abaixo.
No Rio de Janeiro e região, os morros são formações rochosas, com baixíssima absorção da água pluvial. A fina camada de terra que cobre tais morros cariocas “escorrega” como um tapete sobre as formações de rochas.
De qualquer forma, a questão da ocupação de áreas de preservação em Natal tem que ser colocadas em prioridade pela Prefeitura para que seja não só evitada como IMPEDIDA. As construções diminuem a drenagem do solo e podem, sim, resguardadas as dimensões comparativas acima, causar inundações. Cite-se ainda a questão da redução da flora em área urbana de nossa cidade.