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Com o tema “Afrofuturismo”, a 23ª edição do Prêmio Hangar de Música acontece na próxima terça-feira, 14 de abril, no Teatro Alberto Maranhão, em Natal (RN), reafirmando seu papel como uma das mais importantes e longevas iniciativas de valorização da música brasileira. A direção musical desta edição é assinada por Ricardo Baia.
Realizado desde 1999, o Prêmio Hangar chega à sua 23ª edição consolidado como um espaço de reconhecimento, celebração e projeção da música potiguar e nordestina. Ao longo de sua trajetória, o projeto tem acompanhado as transformações da cena musical, conectando diferentes gerações, estilos e linguagens. Em 2025, o prêmio celebrou 25 anos de história com uma edição especial dedicada a artistas que marcaram a música nacional.
A edição propõe um diálogo entre música, identidade e inovação a partir do conceito de Afrofuturismo — movimento estético, cultural e político que articula ancestralidade africana, tecnologia e visões de futuro. Na música, essa perspectiva se manifesta por meio de experimentações sonoras, fusões rítmicas e da valorização das raízes afro-brasileiras em diálogo com a contemporaneidade.
Ao todo, serão entregues 24 prêmios, distribuídos em homenagens, premiações especiais e 17 categorias competitivas, contemplando Álbum do Ano, Show do Ano, Artista Revelação, Música do Ano, Instrumentista, Intérprete, Banda, Videoclipe, entre outras, refletindo a diversidade e a potência da produção musical do Rio Grande do Norte e da região Nordeste.
De acordo com o idealizador, produtor e CEO do HANGAR, Marcelo Veni, a continuidade do projeto reforça seu compromisso com a cena musical:
“O prêmio segue com a missão de reconhecer, incentivar e valorizar a música potiguar. É um espaço de celebração, reconhecimento e estímulo à nossa diversidade musical”, destaca.
DESTAQUES DAS INDICAÇÕES
A 23ª edição evidencia a força da cena potiguar ao revelar os artistas com maior número de indicações.
Dani Cruz e o grupo Taj Ma House lideram a lista, com cinco indicações cada, consolidando protagonismo e relevância na produção musical contemporânea.
Dani Cruz concorre nas categorias Álbum do Ano, Show do Ano, Intérprete do Ano, Artista de Samba do Ano e Compositora do Ano, destacando sua força autoral e presença artística.
Já o Taj Ma House aparece em EP do Ano, Música do Ano, Banda/Grupo do Ano, Show do Ano e também na categoria Intérprete do Ano, com Clara Luz, evidenciando a potência coletiva do grupo e sua atuação na cena house do Nordeste.
Com três indicações cada, também se destacam:
- Moisés de Lima (EP do Ano, Música do Ano e Compositor)
- Júlio Lima (Álbum do Ano, Produtor Musical do Ano e Compositor)
- LEOA (Álbum do Ano, Música do Ano e Videoclipe do Ano)
- Ale Du Black (EP do Ano, Show do Ano e Videoclipe de Linguagens Urbanas)
Os destaques revelam trajetórias consistentes, processos criativos sólidos e a capacidade de dialogar com diferentes linguagens e públicos, reafirmando o prêmio como um retrato da música potiguar contemporânea — plural, potente e em constante movimento.
HOMENAGENS E PREMIAÇÕES ESPECIAIS
Homenagens:
- Homenageado do Ano: Naná Vasconcelos (In Memoriam)
- Homenagem Especial: Alexandre Maia (RN)
Premiações Especiais:
- Orquestra Sinfônica do RN – 50 anos
- Trajetória Musical: Sami Tarik (RN)
- Destaque Nacional: Jonathan Ferr (RJ)
- Destaque Nordeste: Luedji Luna (BA)
- Artista do Ano: Baiana System (BA)
HOMENAGEM A NANÁ VASCONCELOS
A edição presta homenagem ao percussionista pernambucano Naná Vasconcelos (1944–2016), referência mundial na música experimental e na percussão. Considerado um dos precursores do afrofuturismo no Brasil, Naná construiu uma trajetória marcada pela fusão de sonoridades afro-brasileiras, elementos eletrônicos e improvisação, atravessando fronteiras culturais e musicais.
PROGRAMAÇÃO MUSICAL
A 23ª edição do Prêmio Hangar de Música convida o público para uma experiência sensorial que atravessa tempos, territórios e imaginários. Guiado pelo Afrofuturismo e em homenagem ao legado de Naná Vasconcelos, o espetáculo se constrói como uma jornada onde ancestralidade e futuro se encontram em cena. A abertura estabelece o tom da noite com a Banda Base Hangar, em uma ambiência sonora que reverencia o mestre homenageado, conectando tradição, tecnologia e invenção musical.
Ao longo da programação, encontros potentes ganham o palco. Pâmela Maranhão e Sâmela Ramos conduzem um momento de força e sensibilidade, entrelaçando espiritualidade, identidade e resistência em uma performance conjunta.
Pedro Fasanaro traz uma releitura que dialoga com a história da música brasileira e projeta novos sentidos para o presente, enquanto Oya Iyalê, Ale Du Black e Pretta Soul ocupam a cena com a força do slam, do rap e da música autoral, afirmando narrativas negras contemporâneas.
Na sequência, Gracinha conduz o público por uma interpretação que conecta consciência, espiritualidade e expansão sensorial. Já Allan Negão e Memé (SouRebel) apresentam um set que transita entre referências históricas e experimentações sonoras, criando pontes entre tradição e futuro.
O encerramento fica por conta de Jonatham Ferr, em voz e piano, em uma performance intimista que sintetiza a essência da noite: um futuro negro pulsante, vivo e em constante construção.
Mais do que revelar, o Prêmio Hangar propõe sentir — uma experiência onde cada instante é descoberta, memória e projeção de mundos possíveis.
SHOW DE ENCERRAMENTO
A cerimônia contará com o show “Experiência Cura”, do pianista, compositor e produtor Jonathan Ferr, destaque nacional da premiação.
Reconhecido como um dos principais nomes do urban jazz no Brasil, o artista constrói uma linguagem que transita entre jazz, hip hop, neo soul e música eletrônica, dialogando diretamente com o afrofuturismo.
Baseado no álbum CURA (2021), o espetáculo propõe uma imersão sensorial e espiritual, transformando o palco em um espaço de conexão entre som, corpo e ancestralidade.
LANÇAMENTO ESPECIAL
Como parte da programação, será realizado o lançamento da fotobiografia de Naná Vasconcelos (Naná: do Recife para o Mundo), organizada por Augusto Lins Soares. A obra apresenta a trajetória do artista por meio de textos e imagens, evidenciando sua potência criativa em diferentes contextos e territórios.
O lançamento acontece no dia 14 de abril, a partir das 18h30, no jardim do Teatro Alberto Maranhão, com a presença da viúva Patrícia Vasconcelos, do organizador e do grupo de capoeira do Mestre Marcos.
O Prêmio Hangar de Música foi aprovada no Edital de Fomento à Música 12/2024 Política Nacional Aldir Blanc – PNAB RN 2024 conta com a realização da Fundação José Augusto, SECULT RN e do Governo do Estado através Do Ministério da Cultura, Sistema Nacional de Cultura e Governo Federal. Tem o patrocínio da POTIGÁS, através do edital Natural Como Fazer o Bem, do SEBRAE/RN via Edital de Economia Criativa e da Fecomércio, através do SESC/RN.
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SERVIÇO
23º Prêmio Hangar de Música
Data: 14 de abril de 2026
Local: Teatro Alberto Maranhão – Natal (RN)
Horário: A partir das 19h30
Tema: Afrofuturismo
Direção musical: Ricardo Baia
Show de encerramento: Jonathan Ferr – “Experiência Cura”
Lançamento da fotobiografia de Naná Vasconcelos:
18h30 – Jardim do teatro com apresentação de Capoeira com Mestre Marcos
Ingressos: disponíveis no site da Outgo
Informações: (84) 9.8790-1373
23º PRÊMIO HANGAR DE MÚSICA
17 CATEGORIAS COMPETITIVAS
INDICADOS
Álbum do Ano
- Canto de Sol — Dani Cruz
- Coração de Bolso — Júlio Lima e Diego Francisco
- Dentro do Chão — Julhin de Tia Lica
- Flagelo — Comando Etílico
- O Pior Brega é o que Não se Vê — Yrahn Barreto
- Original Malokêra — LEOA
EP do Ano
- 4 — Ale Du Black
- A Terra Agora Tem a Cadência de Um Tambor — Nunis
- Black In — Moisés de Lima
- CandyPunk — Bixanu
- Cidade do Só — Caridea
- Depois dos 30 — Pretta Soul
- Frevo do Xico no Reino dos Brincantes — Frevo do Xico
- Luz & Sombra — Sun Clàire
- Romântica — Potyguara Bardo
- Taj Ma House — Taj Ma House
Música do Ano
- Black In — Moisés de Lima feat. Edja Alvess
- Canto da Sereia — Cami Santiz
- Cidade do Sol — LEOA
- E o PIX, Nada Ainda? — Forró Meirão
- Meu Vulgo é Latrel — MC RB Kabulozo
- Só Pra Sobreviver — DuSouto
- Tem Que Ter House — Taj Ma House
Produtor Musical do Ano
- Gabriel Souto
- Jovem Cuca
- Jubileu Filho
- Júlio Lima
- Maestro dos Beats
- Walter Nazário
- Yves Fernandes
Instrumentista do Ano
- Carlos Zens
- Chico Bethowen
- Darlan Marley
- Elisa Bacche
- Fernandinho Régis
- Joedson Silva Sax
- Mônica Michelly
- Ozawa Santos
Artista de Samba do Ano
- Dani Cruz
- Debinha Ramos
- Dodora Cardoso
- Fernandinho
- Ribeira Boêmia
- Segunda de Vagabundo
- Tornado do Samba
- Valéria Oliveira
Artista de Forró do Ano
- Deusa do Forró
- Forró Meirão
- Giannini Alencar
- Jarbas do Acordeon
- Pe. Caio Cavalcanti
- Íris Lima
- Circuito Musical
- Forró Namanha
Artista Popular
- À Vontade
- Banda Grafith
- Cavaleiros do Forró
- Joélika Dinniz
- Lucas Boquinha
- Roberto Cantor
- Vivi Nascimento
- Zezo
Artista de Linguagens Urbanas
- Breno Slick
- DK
- Jennify C.
- Lalean
- Medusas Diretoria
- Pablyson Emici
- Pajux
- VMOTTA
Revelação do Ano
- Bixanu
- JONGOZÚ
- Maria Liz
- Nandrill
- Peux
- YO
Intérprete do Ano
- Babá Cláudio
- Clara Luz
- Dani Cruz
- Daniela Fernandes
- Marina Elali
- Pedro Luccas
- Tanda Macêdo
- Thullio Milionário
Compositor(a)/Letrista do Ano
- Anderson Foca
- Dani Cruz
- Julhin de Tia Lica
- Júlio Lima
- Moisés de Lima
- Nunis
Videoclipe do Ano
- Amor Barato — Ravia (Dir. Ádila Santos)
- Brejeira Flor — Lisya Condé (Dir. Neemias Damasceno)
- Cais/Caos — Jaqq (Dir. Glauber Costa)
- Flerte Tropical — Maria Liz (Dir. Ana Clara Ribeiro e Maria Clara Campos)
- Impacto Repentino — Mila Marinho (Dir. Isaac Sol Costa)
- MALOKERA — LEOA (Dir. Lucas Mariano e Larinha R. Dantas)
- Um Marzinho e um Violão — Alan Persa (Dir. Nav Noar)
Videoclipe de Linguagens Urbanas
- Dominar — Sun Clàire (Dir. Sun Clàire e Tales Santana)
- Ensaio da Agonia — Leozinho do BA (Nobir Produtora)
- Jah é o Poder — Sister Mika Black (Dir. Nav Noar)
- Me Diz Como Tá Seu Coração / Aperto o Passo — Thales Tkzin
- P.G.B.S (Posturada, Gostosa, Bonita e Sagaz) – Ale Du Black (Dir. Falkyng)
- Tempestade Interior — Mano Edu (Dir. Miguel Sampaio e RB2 Audiovisual)
- WEST SIDE — Black Mob 44 ft. Yuri Nevada (Dir. Cazasuja)
Projeto Musical Realizado (Instrumental)
- Bando de Sax
- Big Band Jerimum Jazz
- Choro do Caçuá
- Natal Drum Festival
- SESI Big Band
- Som da Mata
- Orquestra Potiguar de Clarinetas
Show do Ano
- Ale Du Black convida Bixarte — Festival Periferia Transborda (Pinacoteca)
- Dani Cruz — Canto de Sol (TAM)
- Daniela Fernandes — Terráquea (TAM)
- Juliana Linhares e Khrystal — Feira Potiguar da Agricultura Familiar
- Simona Talma — 25 Anos de Carreira (TAM)
- Sourebel — Festival MADA (Arena das Dunas)
- Taj Ma House convida Cida Lobo — Festival Ponto de Ebulição (Teatro Riachuelo)
- Tanda Macêdo 8ª Roda Potiguar de Forró convida Waldonys e Lucy Alves(Teatro Riachuelo)
Banda/Grupo do Ano
- Taj Ma House
- Sourebel
- Gracinha
- Choro do Elefante
-
12 de abril às 22:54
Parabéns João Hélio e Luciana, feliz aniversário!



