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CCJ da Assembleia do RN aprova Lajedo do Soledade como patrimônio cultural


A largada do Rally dos Sertões 2021 será da praia da Pipa/RN
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A ação posiciona o Rio Grande do Norte no cenário esportivo mundial, essa é a primeira vez que a largada ocorrerá de uma cidade no Nordeste A competição offroad, ocorrerá de 13 a 22 de agosto, percorrendo cerca de 5 mil km de trajeto que será baseado no tema “Sertões 100% Sertão”. Partindo do litoral sul do Rio Grande Norte, os competidores encontrarão cenários fascinantes, que unem o sertão ao litoral. Sediar a largada é muito importante, pois as equipes, competidores e turistas, ficam em média de 5 a 7 dias antes do início do evento na cidade, movimentando a economia local. “Foram meses de negociações, a governadora professora Fátima Bezerra participou de reuniões conosco em São Paulo, pois vislumbramos a visibilidade nacional e internacional que ele trará para o Rio Grande do Norte, em diferentes plataformas. Uma ação que vai impulsionar o turismo nesse processo de retomada. Além de posicionar o RN como destino preparado para receber eventos esportivos de grande porte”, ressaltou Ana Maria da Costa, secretária de Turismo do RN. Biossegurança A organização do Sertões manterá todos os protocolos de segurança que permitirão a realização do evento. Neste ano, a ideia é realizar a Maior Rally das Américas em formato semi-bolha, garantindo o acesso controlado do público local às Vilas Sertões. Com a implantação do protocolo de segurança ano passado, a organização acumulou larga experiência no cumprimento das normas estabelecidas pelas autoridades sanitárias. Secretaria de Estado do Turismo do RN – SETUR/RN |

Escola Sesc de Ensino Médio está com inscrições abertas para ano letivo 2022
Em 13 anos, 53 potiguares já ingressaram para cursar o ensino médio gratuitamente na instituição, em formato de residência, situada no Rio de Janeiro
A Escola Sesc de Ensino Médio (Esem) segue, até o dia 26 de maio de 2021, com inscrições abertas para selecionar estudantes para o ano letivo 2022. As vagas são referentes à 1ª série do ensino médio, no regime de residência, para jovens de todo o Brasil.
A inscrição no processo de admissão é constituída por dois momentos. O primeiro é uma pré-inscrição e o segundo uma fase de confirmação, na qual o responsável legal do candidato concorda com as condições estabelecidas pela entidade.
O processo é gratuito, com edital e regulamento disponíveis no site https://escolasesc.net/. No edital, constarão todos os detalhes do certame, como o número e a distribuição das vagas, as datas para confirmação de inscrição e como também das demais etapas do processo. Desde 2008, 53 alunos potiguares já ingressaram na Esem.
Os selecionados terão bolsa de estudo integral, com validade para os três anos do Ensino Médio, com cobertura das despesas relativas à instrução, livros didáticos e alimentação. Para participar, os candidatos devem ter concluído ou estar cursando o 9º ano do Ensino Fundamental, nos termos da legislação, e ter nascido entre 1º de janeiro de 2006 e 31 de dezembro de 2008.
O processo seletivo é composto por prova objetiva, redação e entrevista. Além do desempenho nas provas e na entrevista, a Escola Sesc leva em consideração alguns critérios sociais.
As vagas são, preferencialmente, para candidatos que sejam: dependentes de trabalhadores do comércio de Bens, Serviços e Turismo; estudantes regularmente matriculados em escola da rede de ensino Sesc ou que, ao longo de sua vida, tenham estudado ao menos dois terços do Ensino Fundamental em escola pública ou na condição de bolsistas integrais (100%) de escola privada; comprovem documentalmente possuírem renda familiar bruta igual ou inferior a 03 (três) salários mínimos nacionais.
Os critérios preferenciais não são excludentes e, portanto, o processo de admissão está aberto a todos os interessados. Após realizar a sua pré-inscrição, o candidato e seus responsáveis deverão ficar atentos à página eletrônica da Escola Sesc de Ensino Médio, onde será publicado o Edital detalhado contendo todas as informações do processo e das próximas fases.
Mais sobre a Escola Sesc de Ensino Médio
A Escola Sesc de Ensino Médio oferece uma educação de excelência, gratuita e efetivamente integral para uma comunidade de estudantes de todo o país. Inaugurada em 2008, atende aproximadamente 500 jovens, possibilitando a oportunidade de convívio com a diversidade cultural brasileira através de espaços de experimentação, pesquisa e produção do conhecimento, além de promoção do desenvolvimento humano.
Instalada em um campus de 131 mil metros quadrados em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, a instituição conta com uma privilegiada estrutura de ensino, com espaço cultural, laboratórios, biblioteca, ateliês de arte, complexo esportivo, restaurante, além das vilas residenciais.
A instituição recebe estudantes por meio de dois modelos: regime residencial, que atende alunos oriundos de todos os estados brasileiros e o regime externo, que recebe adolescentes do Estado do Rio de Janeiro. Os estudantes de ambos os regimes formam, juntamente com a equipe de educadores, uma comunidade de aprendizagem cujo objetivo principal é a efetiva transformação de vida desses jovens.
As ações realizadas pela Escola, em sua totalidade, possibilitam uma formação integral desses estudantes, que convivem com diferentes experiências acadêmicas, sociais e culturais. Além disso, estimulam o desenvolvimento da autonomia, da inteligência emocional, do protagonismo juvenil e da responsabilidade social. Assim, todos os envolvidos nesse processo se tornam agentes multiplicadores das aprendizagens pelo desenvolvimento da sociedade como um todo.
Serviço:
O que? Processo seletivo Escola Sesc de Ensino Médio
Quando? até 26 de maio de 2021 (Encerra às 18 horas horário de Brasília)
Onde? https://escolasesc.net/
UFRN. Pesquisa confirma importância da macambira

Bromélia rupícola é espécie-chave para garantir a biodiversidade do semiárido brasileiro, mostra estudo
Planta muito comum no semiárido brasileiro, a bromélia rupícola ou macambira-de-flecha tem uma importância que vai muito além dos seus usos em artesanatos, medicamentos e alimentos para animais e pessoas da região. Estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) mostra que a planta tem papel-chave na conservação da biodiversidade da região e está publicado em early view na revista “Ecology”. A pesquisa recebeu apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Para investigar como a bromélia rupícola atua nos ecossistemas da caatinga, bioma endêmico do Brasil que ocupa boa parte do Nordeste e a porção norte de Minas Gerais, os pesquisadores realizaram observações mensais durante o período de 2011 a 2018 em três afloramentos rochosos onde elas ocorrem, localizados no município de Santa Maria, no estado do Rio Grande do Norte. Esses locais, que somam cerca de 21 mil metros quadrados de área, continham 313 aglomerados com 3.696 unidades da planta amostradas.
A equipe de pesquisa constatou que a espécie é uma das poucas que consegue crescer nesses afloramentos rochosos, que são bastante inóspitos do ponto de vista das condições físicas. Nesses locais, elas formam um habitat favorável para os animais que vivem na região, proporcionando um ambiente com temperaturas mais amenas e maior umidade em comparação com o meio externo e funcionam, assim, como um refúgio. “Ao criarem tais oásis, essas bromélias atraem desde pequenos invertebrados, como formigas, cupins e besouros, até anfíbios, lagartos, serpentes e aves, incluindo mamíferos de pequeno e de médio porte, criando uma rede de interações [teias tróficas] entre esses grupos”, explica Jaqueiuto da Silva Jorge, um dos autores do estudo.
Além de oferecer abrigo e ambiente adequado para a reprodução e fixação de ninhos de diversas espécies, o estudo mostrou que essa espécie de bromélia também é uma fonte importante de alimento para muitos animais. “Elas disponibilizam seus próprios tecidos, como folhas, partes internas e flores, além de néctar e pólen em abundância, principalmente nos períodos de seca na região, épocas de escassez de recursos”, conta Jorge. Assim, espécies herbívoras que se alimentam da planta atraem seus predadores naturais que, por sua vez, trazem outros, chegando a consumidores finais como mamíferos, a exemplo do furão e do gato macambira, espécies características da caatinga.
Ambientes ameaçados
Por atuarem como espécie-chave na reunião de tal diversidade de animais, essa espécie de bromélia é fundamental para a manutenção da biodiversidade nas regiões semiáridas brasileiras. No entanto, a sua preservação vem sendo ameaçada, uma vez que os lajedos e afloramentos rochosos têm sido cada vez mais atingidos pela mineração e queimadas. “Em nosso estudo, propomos políticas de conservação para preservar esses ambientes. Continuaremos realizando pesquisas com essas plantas e sua fauna associada, a fim de compreender melhor tais relações e como isso afeta nosso bem-estar enquanto espécie”, afirma Jorge.
O pesquisador ainda acrescenta que a bromélia rupícola funciona como um ótimo modelo para estudos na área da ecologia, sobre interações entre seres vivos e formação de comunidades, e outras áreas e temas, como o estudo dos processo de decomposição e aporte de nutrientes em ambientes semiáridos. “Apesar de terem sido negligenciadas nos estudos sobre importância biológica, nossas pesquisas vêm demonstrando que as bromélias como um todo exercem papéis essenciais nos ecossistemas em que ocorrem, principalmente como amplificadoras da diversidade biológica”, finaliza.
62 anos da Biblioteca Zila Mamede

Neste domingo, 2, a Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM) completa 62 anos de existência, sendo a primeira biblioteca erguida no estado do Rio Grande do Norte. Maior e principal biblioteca do RN, a BCZM possui um acervo multidisciplinar que dá apoio à comunidade acadêmica, mais especificamente no ensino e na pesquisa, uma vez que possui um rico e grandioso acervo informacional em diversos suportes.
Em 2 de maio de 1959, surgiu o Serviço Central de Bibliotecas, como era chamada a BCZM naquele período. O local coordenava as atividades técnicas e administrativas das bibliotecas das faculdades isoladas. Inicialmente, o prédio era localizado na Avenida Hermes da Fonseca. O setor foi um dos primeiros a ser implantados na UFRN e tem como missão fornecer suporte informacional às atividades de ensino, pesquisa e extensão, contribuindo com a geração de produtos e serviços em ciência, tecnologia e inovação na UFRN.
Em 1974, após a Reforma Universitária, o nome Serviço Central de Bibliotecas foi mudado para Biblioteca Central da UFRN. Nessa época, o prédio funcionava próximo à Diretoria de Materiais e Patrimônio (DMP). Ainda na década de 70, a biblioteca passou a funcionar no prédio atual. O Gabinete do Reitor ficou locado de forma temporária lá e, após sua desocupação, a biblioteca passou a contar com uma área total de mais de 3.7 mil metros quadrados.
Uma personalidade que marca a história desse setor é a bibliotecária e poeta Zila da Costa Mamede, que foi e é homenageada com o nome da biblioteca até os dias atuais. Ela foi a profissional responsável pelas bibliotecas das primeiras faculdades isoladas da UFRN. Além de ter sido a primeira bibliotecária da BCZM, foi também a primeira do Rio Grande do Norte.
Zila planejou, organizou e instalou o acervo básico necessário ao funcionamento dos cursos da Universidade. Ela ficou no cargo de diretora até 20 de março de 1980, quando se aposentou. Para homenageá-la depois de sua morte, em 1985, o nome da Biblioteca Central foi mudado para Biblioteca Central Zila Mamede.
Com diversas ampliações ao longo dos anos, a área do local atual é de 8.5 mil metros quadrados. Contêm três pavimentos, amplas áreas de acervo e duas salas de estudo individuais climatizadas, sendo uma no prédio-base com 42 cabines e outra nas novas instalações com 88 cabines. Tem sete salas de estudo em grupo, além das cabines para estudo individual. A BCZM também disponibiliza 133 mesas e 451 assentos para estudo em grupo.
O acervo físico geral da BCZM, até dezembro de 2020, compreende um total de aproximadamente 445.599 volumes, distribuídos em exemplares e fascículos, ou seja, livros, folhetos, periódicos, teses, dissertações e multimeios das diversas áreas do conhecimento. Além disso, disponibiliza à comunidade universitária acesso a 4.879 livros digitais, sendo 42 títulos da Atheneu (Área de Saúde) e 3.493 da Springer, distribuídos nas seguintes áreas: Arquitetura, Artes e Design, Ciências do Comportamento, Ciências Biomédicas e Biologia, Economia e Negócios, Química e Ciência dos Materiais, Ciências da Computação, Ciências Ambientais e da Terra, Engenharia, Humanidades, Ciências Sociais e Direito, Matemática e Estatística, Medicina, Física e Astronomia, Computação Profissional e Web Design. Possui também 996 títulos de livros em língua portuguesa da base da EBSCO, em diversas áreas do conhecimento, bem como livros de livre acesso, 320 publicados pela Editora da UFRN (EDUFRN) e 28 publicados pela Secretaria de Educação a Distância (Sedis).
Tecnologia e internet
Com o advento da internet, as bibliotecas do mundo tiveram de se reinventar, transformando o físico para o digital. “No caso da BCZM, ofertamos treinamentos de uso de bases de dados e disponibilizamos a procuração técnico-científica da UFRN em nossos repositórios digitais”, diz Magnólia de Carvalho Andrade, diretora da biblioteca.
Os repositórios são: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, Portal de Periódicos Eletrônicos da UFRN, Repositório Institucional da UFRN, Biblioteca Digital de Monografias e Repositório de Informação Acessível da UFRN, fontes de informações digitais disponíveis para o mundo.
Para saber mais, acesse o site da BCZM.
Obra do Papódromo é concluída e entregue ao RN

Governo investiu pouco mais de R$ 11 milhões no Espaço Cultural João Paulo II por meio do Governo Cidadão
Trinta anos após a sua construção, o Espaço Cultural João Paulo II passou pela sua primeira grande obra de recuperação e ampliação e foi entregue pelo Governo do RN à população, totalmente recuperado. Conhecido como “Papódromo” por ter sido concebido para receber o Papa João Paulo II, em 1991, o local foi vistoriado nesta sexta-feira, 29, pela governadora Fátima Bezerra, ao lado do vice-governador, Antenor Roberto e de parte do seu secretariado.
“Em mais um resultado do esforço em prol da cultura potiguar, estamos entregando aos norte-rio-grandenses um importante equipamento para eventos com capacidade para receber até 1.500 pessoas, completamente reconstruído e ampliado”, comemorou a governadora.
O Governo investiu R$ 11.017.098,23 milhões na reforma e ampliação da edificação que tinha ficado subutilizada por mais de uma década. Os recursos foram viabilizados pelo acordo de empréstimo com o Banco Mundial, por meio do Projeto Governo Cidadão e os serviços foi fiscalizado pela Secretaria Estadual de Infraestrutura (SIN). A obra integra a reforma do Centro Administrativo do Estado, em Natal, que recebeu nova iluminação e pórticos de entrada, além de ciclovias e projeto paisagístico.
“Estamos colhendo mais um fruto do trabalho integrado orientado pela governadora. Encontramos esta obra, hoje concluída, com apenas 1% de execução e diversos entraves que a atrasavam. Buscamos soluções para dar celeridade ao serviço e para que este grande dia chegasse”, pontuou o secretário de Gestão de Projetos e Metas e coordenador do Governo Cidadão, Fernando Mineiro.
O novo anfiteatro do “Papódromo” é totalmente equipado e possui palco, camarim, salas de ensaio, camarote, arquibancadas, banheiros e estacionamento para 150 carros. Os setores internos têm refrigeração central e total acessibilidade, com rampas e elevador e uma sala para ensaios da Orquestra Sinfônica do RN.
“Esse lugar será um relevante equipamento de lazer para a capital, fomentando a cultura potiguar, tão carente de locais adequados à expressão artística. E, especialmente, será um grande incentivo para a nossa orquestra, que vinha se apresentando com plateias lotadas, antes da pandemia”, comentou Crispiniano Neto, diretor-geral da Fundação José Augusto (FJA).
Espaço será multiuso
De uso plural, além de eventos culturais, o local voltará a abrigar um Restaurante Popular e a Escola da Polícia Penitenciária. Esta, no segundo pavimento, terá salas de aula, atendimento psicossocial, laboratório de informática e dormitórios. Contando com todas essas frentes, o equipamento será administrado em uma parceria entre a FJA e as secretarias de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas) e da Administração Penitenciária (SEAP).
Gustavo Coelho, titular da SIN, ressaltou na ocasião “o empenho das equipes das secretarias e todos os esforços feitos para entregar o prédio recuperado, mesmo com a pandemia”. Já a secretária da Sethas, Iris Oliveira, destacou o “ambiente espaçoso e totalmente adequado aos serviços de refeições populares que os mais carentes terão acesso, assim que o arrefecimento desta crise de saúde permitir”. A secretária adjunta da SEAP, Ivanilma Carla, agradeceu por “finalmente a escola poder beneficiar os policiais do interior em treinamento na capital, com alojamento digno para mulheres e homens que prestam serviço direto à população”.
Obras na pandemia
Para que a execução das obras fosse mantida neste período de pandemia, a Certa Engenharia assinou um termo de compromisso com o Governo do Estado, via Governo Cidadão, para proteger seus operários com EPIs necessários, exigindo distanciamento de segurança entre eles e garantindo álcool 70% e sabão líquido para a higiene das mãos.
Também estiveram presentes na ocasião a secretária adjunta do Gabinete Civil, Socorro Batista; a diretora da escola penal, Pascoaliana Alves, além de técnicos do Governo Cidadão. Representando a Certa Construções estavam José Walter Carvalho (diretor-presidente), Fredson Fernandes (engenheiro responsável pela obra) e Marcus Aguiar (diretor-técnico).
FOTOS: Elisa Elsie / ASSECOM-RN
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Assecom-RN
Valor da tarifa de ônibus será congelado até o final deste ano
Foi sancionada, na manhã desta sexta-feira (30), a emenda do vereador Anderson Lopes que congela o valor da tarifa de ônibus até o próximo dia 31 de dezembro. A emenda foi encartada ao Projeto de Lei, de autoria do Executivo e aprovado pelo Legislativo Municipal na última quarta-feira (28), que trata sobre a concessão da isenção do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) às empresas concessionárias e permissionárias do transporte público da capital.
De acordo com o texto da emenda IV da Lei nº 7.141/2021, de 29 de abril de 2021, “não será permitido o aumento de passagens de ônibus para as empresas que se beneficiarem da isenção de impostos enquanto esta Lei estiver em vigor obedecendo o período de isenção de 01 de maio a 31 de dezembro de 2021, durante o período da pandemia”.
Autor da emenda, o vereador Anderson Lopes, afirma que o congelamento da passagem é a atitude mais razoável em meio à situação de pandemia e de dificuldade financeira que a população vive. “As empresas estão sendo beneficiadas com a isenção total de ISS e de ICMS, então seria muito injusto que a população corresse o risco de ser surpreendida com um aumento de tarifa. Todos nós estamos sofrendo prejuízos neste período tão difícil de enfrentamento à pandemia. Mas o momento é de somar esforços. Esta é a segunda vez que tentamos congelar o valor da passagem enquanto durar a isenção. Na primeira, nossa emenda foi aprovada pela Câmara e vetada pelo Executivo. Mas, agora, o prefeito se sensibilizou e sancionou a emenda em benefício da população”, explica o vereador Anderson Lopes.
É importante enfatizar, assim como ressalta a Lei, que o Estado do Rio Grande do Norte também concedeu idêntico beneficio fiscal relativo ao imposto estadual (ICMS) incidente sobre os combustíveis utilizados no sistema de Transporte Coletivo Municipal. Além do congelamento da tarifa, também será mantido o benefício da gratuidade concedido às pessoas com deficiência, conforme dispõe a Lei Promulgada nº 185/2001.
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Juliana Manzano
Assessoria de Imprensa
Governo do RN assina acordo que garante projeto da transposição

Pré-acordo assinado hoje com o Ministério do Desenvolvimento Regional consolida projeto que vai trazer água do São Francisco para garantir a segurança hídrica do RN
O governo da professora Fátima Bezerra deu um passo importante hoje (29) para garantir a chegada das águas da transposição no Rio Grande do Norte, ao assinar o pré-acordo da operação comercial do Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional (PISF). Espécie de termo de compromisso, resultante de um longo processo de negociação, o pré-acordo também foi assinado pelos governadores dos demais estados receptores: Camilo Santana, do Ceará; João Azevedo, da Paraíba; e Paulo Câmara, de Pernambuco.
Em reunião virtual conduzida pelo ministro Rogério Marinho e pelo Advogado Geral da União, André Mendonça, a governadora Fátima Bezerra cobrou do Governo Federal o início das obras do Eixo Norte, que vai levar água do São Francisco para a Bacia Apodi/Mossoró, onde vivem hoje cerca de 800 mil pessoas.
“Estabeleci uma condição para assinar esse pré-acordo: que o Governo Federal viabilize o ramal Apodi/Mossoró. O São Francisco já trouxe conquistas importantes para nós, como a Barragem Oiticica, que está sendo construída na Bacia Piranhas/Açu e que deve ser concluída ainda este ano se não houver contingenciamento de recursos federais. Mas precisamos tornar realidade o outro ramal até porque queremos que as águas do São Francisco beneficiem o Rio Grande do Norte como um todo”, disse a governadora durante a reunião. Também ficou acertado que a tarifa somente será cobrada três anos depois da chegada das águas ao Rio Grande do Norte.
As águas da transposição devem chegar ao RN pela Bacia do Piranhas no início de 2022. O ramal que vai levar água para as regiões Oeste e Alto Oeste do RN é uma obra de R$ 1,5 bilhão. Terá 115 quilômetros de extensão, partindo da Paraíba até o município de Luiz Gomes e descendo por gravidade no leito do Rio Mossoró.
Ao classificar o ato como um momento histórico para o Nordeste, Fátima fez uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tirou o projeto do papel, em 2007: “essa obra vem sendo esperada há século, e não há como negar o papel histórico que o então presidente Lula teve, a ousadia de iniciar a transposição. Eu sei a dor da seca, as consequências impiedosas que a seca traz. O São Francisco significa vida para nós, cidadania, dignidade e respeito. É o sonho do sertanejo de ter água em quantidade e qualidade e como um vetor de promoção do desenvolvimento, trazendo emprego e dignidade para o nosso povo”. Fátima disse ainda que o governo do RN vai trabalhar para que o custo da água baixe ainda mais, que seja compatível com a realidade do ponto de vista de promover o desenvolvimento econômico.
Pelo Rio Grande do Norte, participaram da reunião o vice-governador Antenor Roberto, os secretários do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, João Maria Cavalcante, o diretor-presidente do Igarn, Francisco Auricélio de Oliveira, o assessor especial da Semarh, Paulo Varela, e Carlos Nobre.
TRANSPOSIÇÃO
Apontado como solução para o problema da escassez de água do Nordeste desde o Império (1840), idealizado no início do século passado quando as secas começaram a atingir com maior intensidade a população e a economia rural do seminário nordestino, o projeto da transposição foi resgatado em 1994 e iniciado em julho de 2007 no segundo governo do presidente Lula.
O projeto foi abraçado, desde o início, pela bancada do Rio Grande do Norte e pelos diversos segmentos da sociedade. No Congresso contou com o importante apoio da hoje governadora Fátima Bezerra. Primeiro como deputada federal e depois como presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano do Senado.
Com mais de 600 quilômetros de calhas, organizadas em dois eixos para levar água a 12 milhões de pessoas, as obras da transposição são compostas por 14 aquedutos, 27 reservatórios, nove estações elevatórias, quatro túneis e 18 vilas produtivas rurais, quatro delas no Rio Grande do Norte.
Em março de 2016, uma caravana socioambiental organizada pelo Regional Nordeste II, da CNBB, e liderada pelo arcebispo de Natal, dom Jaime Vieira Rocha, fez a rota inversa da transposição, partindo da barragem Armando Ribeiro até o ponto de captação da água do Rio São Francisco, em Cabrobó/PE. Naquela época, a previsão era de que as águas chegariam ao RN no primeiro semestre de 2017.
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Assecom-RN





