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O Carnaval 2026 de Natal foi oficialmente encerrado na madrugada deste domingo, após uma noite de brilho, emoção e muito samba na Avenida Duque de Caxias, no bairro da Ribeira. A partir das 20h30 do sábado (21), as escolas do Grupo A tomaram a passarela do samba e mantiveram o público animado até por volta das 5h da manhã.

Promovido pela Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) e da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), o desfile reuniu as principais agremiações da capital em uma apresentação marcada por enredos envolventes, alegorias imponentes e baterias que ecoaram pela madrugada.

Passaram pela avenida as escolas Batuque Ancestral (campeã do Grupo B em 2025), Águia Dourada, Acadêmicos, Asas de Ouro, Balanço do Morro, Império do Vale e Malandros do Samba, cada uma com até uma hora para apresentar seu espetáculo. A concentração ocorreu na Rua Esplanada Silva Jardim, seguindo em cortejo até a Avenida Tavares de Lira, no tradicional percurso carnavalesco da Ribeira.

Com arquibancadas ampliadas e estrutura reforçada, o público acompanhou cada detalhe dos desfiles, avaliados por uma comissão julgadora composta por 10 especialistas, responsáveis por analisar quesitos como bateria, samba-enredo, evolução, fantasias, alegorias, comissão de frente e o conjunto de mestre-sala e porta-bandeira.

A competição prevê premiações que chegam a R$ 60 mil para a campeã do Grupo A, valorizando o trabalho desenvolvido ao longo de todo o ano pelas comunidades envolvidas nas escolas.

A noite que atravessou a madrugada simbolizou não apenas o fim da programação oficial do Carnaval 2026, mas também a reafirmação da força das escolas de samba como uma das maiores expressões da cultura popular natalense. Entre aplausos, bandeiras tremulando e o som vibrante das baterias, a Ribeira se despediu da folia com o brilho e a tradição que marcam a história do Carnaval da cidade.

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A Prefeitura do Natal realiza, nesta sexta-feira (20) e sábado (21), os tradicionais desfiles das escolas de samba da capital, na Avenida Duque de Caxias, no bairro da Ribeira, marcando o encerramento oficial da programação cultural do Carnaval 2026. Promovido por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) e da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), o evento é gratuito e aberto ao público, reunindo agremiações dos Grupos A, B e de Acesso. Em ambos os dias, os desfiles têm início às 20h30.

Na noite desta sexta-feira (20), o público acompanhou as apresentações do Grupo B e do Grupo de Acesso, em um espetáculo de cores, ritmo e criatividade que tomou conta do tradicional corredor carnavalesco da Ribeira. Desfilaram Grande Rio do Norte, Em Cima da Hora, Confiança no Samba, Imperatriz Alecrinense e a Dragão Imperial (Grupo de Acesso), com tempo de 50 minutos para as escolas do Grupo B e 40 minutos para a escola do Grupo de Acesso.

As agremiações se concentraram na Rua Esplanada Silva Jardim, no cruzamento com a Avenida Duque de Caxias, de onde seguiram em cortejo até a Avenida Tavares de Lira, cumprindo o percurso oficial. Baterias afinadas, comissões de frente coreografadas, fantasias luxuosas e o entrosamento entre mestre-sala e porta-bandeira foram alguns dos destaques da noite, avaliados por uma comissão julgadora formada por 10 especialistas.

Neste sábado (21), será a vez do Grupo A brilhar na avenida, com até uma hora de desfile por agremiação. Entram na passarela do samba: Batuque Ancestral (campeã do Grupo B em 2025), Águia Dourada, Acadêmicos, Asas de Ouro, Balanço do Morro, Império do Vale e Malandros do Samba.

A estrutura montada pela Prefeitura conta com arquibancadas ampliadas, com capacidade para mais de mil pessoas, além de logística reforçada. O investimento municipal nesta etapa do Carnaval foi cerca de 40% maior, contemplando apoio financeiro às escolas, organização, comissões julgadoras, troféus e premiações.

No Grupo A, o primeiro lugar receberá R$ 60 mil; o segundo, R$ 45 mil; o terceiro, R$ 30 mil; e o quarto, R$ 15 mil. Já no Grupo B, o campeão será premiado com R$ 45 mil; o segundo lugar, R$ 30 mil; e o terceiro, R$ 20 mil.

De acordo com a secretária municipal de Cultura e presidente da Funcarte, Iracy Azevedo, os desfiles representam um dos momentos mais emblemáticos do Carnaval natalense, mobilizando comunidades ao longo de todo o ano.

Como diferencial nesta edição, as tribos indígenas não participam do desfile competitivo. Uma solenidade específica será realizada no domingo, a partir das 17h, nas proximidades da rótula da Redinha, para homenagear as sete tribos que desfilaram no ano passado. A previsão é de que retornem à competição no próximo Carnaval.

Com os desfiles na Ribeira, Natal conclui o ciclo oficial do Carnaval 2026, reafirmando a força das escolas de samba como uma das mais marcantes expressões da cultura popular da cidade — espetáculo que, mais uma vez, ganhou vida sob as lentes da cobertura fotográfica realizada na noite de sexta-feira.

Após o título da Unidos do Viradouro no Carnaval 2026, o professor Sérgio Lima e o professor Disney explicam como os enredos das escolas de samba podem virar repertório legítimo, fortalecer argumentos e ajudar estudantes a conquistar nota alta na redação do ENEM

O Carnaval brasileiro vai muito além da festa. Os enredos das escolas de samba têm se consolidado como fontes ricas de memória, identidade e crítica social, elementos que podem ser utilizados como repertório sociocultural na redação do Exame Nacional do Ensino Médio. Para especialistas, observar o que acontece na avenida ajuda o estudante a construir argumentos mais consistentes, contextualizados e conectados à realidade do país.

A consagração da Viradouro em 2026, com homenagem ao mestre Ciça e à tradição das baterias, mostra como saberes populares e trajetórias historicamente invisibilizadas ganham protagonismo cultural. Para o professor Sérgio Lima, especialista em argumentação e redação, esse tipo de narrativa dialoga diretamente com os critérios de avaliação da prova. “O exame valoriza repertório pertinente e bem aplicado. Não é só citar teorias clássicas. A cultura brasileira, o samba e as manifestações populares também são referências legítimas que fortalecem a argumentação”, afirma.

O professor Disney, doutor em Educação e professor de Arte, explica que os desfiles funcionam como espaços de produção de conhecimento. Segundo ele, quando a escola transforma a história de ritmistas, artistas e comunidades em enredo, legitima experiências que muitas vezes ficam fora dos livros didáticos. “Quando essas histórias ganham a avenida, elas educam. Esse material é repertório sociocultural válido e pode sustentar discussões sobre desigualdade, identidade e inclusão social”, destaca.

Outras escolas também apresentaram temas que dialogam diretamente com debates recorrentes nas propostas de redação. A Unidos da Tijuca levou à avenida a trajetória de Carolina Maria de Jesus, associando literatura periférica, pobreza e invisibilidade social, o que permite discutir representatividade, lugar de fala e acesso à produção cultural. Já a Acadêmicos do Grande Rio destacou o movimento Manguebeat, surgido em Recife, misturando maracatu, rock e hip-hop com críticas sociais e ambientais, repertório útil para abordar globalização, regionalismo e resistência cultural de forma contemporânea.

A Imperatriz Leopoldinense, ao homenagear Ney Matogrosso, e a Mocidade Independente de Padre Miguel, ao celebrar Rita Lee, ampliaram discussões sobre liberdade de expressão, identidade de gênero, protagonismo feminino e arte como forma de contestação social. Para o professor Disney, essas narrativas mostram que figurino, performance e corpo também comunicam ideias e podem ser analisados como linguagem.

Para o professor Sérgio Lima, os desfiles podem ser compreendidos como grandes textos multimodais que combinam música, história, literatura, política e artes visuais ao mesmo tempo. Ele defende que essa leitura interdisciplinar aproxima o estudante do tipo de interpretação exigido na prova. “O Carnaval é intertextualidade em movimento. Quem aprende a relacionar esses elementos consegue produzir uma redação mais crítica, original e consistente.”

Os professores orientam que, ao utilizar o Carnaval como repertório, o candidato cite o contexto do enredo, explique o significado social do tema e relacione a discussão ao problema proposto na prova. Essa estratégia demonstra domínio cultural, repertório pertinente e capacidade de análise, critérios que pesam diretamente na nota final.

Mais do que espetáculo, o Carnaval se consolida como fonte legítima de conhecimento e pode ser um diferencial decisivo para estudantes que buscam melhorar o desempenho e conquistar uma nota alta ou até a nota 1000 na redação do ENEM.

Para mais dicas, conteúdos e informações, acesse o perfil no Instagram: @prof.sergiolima

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A manhã desta quarta-feira de Carnaval foi marcada por mais uma tradicional manifestação popular na Redinha, Zona Norte de Natal. O bloco Baiacu na Vara desfilou pelas ruas do bairro, reunindo foliões e mantendo viva uma das mais conhecidas expressões da cultura carnavalesca da região.

Com muita irreverência, fantasias criativas e o clima descontraído que caracteriza o Carnaval de rua, o bloco percorreu as vias da comunidade, arrastando moradores e visitantes que acompanharam o cortejo desde as calçadas até se integrarem à festa.

O Baiacu na Vara é símbolo da tradição popular da Redinha, reforçando a identidade cultural do bairro e o espírito coletivo que marca a folia na Zona Norte. A cada ano, o desfile reafirma a força do Carnaval democrático, onde a alegria simples, a música e a participação espontânea são os grandes protagonistas.

Entre sorrisos, registros fotográficos e encontros de gerações, a manhã terminou com a sensação de dever cumprido: mais um capítulo escrito na história do Carnaval da Redinha, que segue pulsante e fiel às suas raízes.

O julgamento do recurso envolvendo América e Potyguar, previsto para esta quinta-feira (19) no Pleno do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Norte (TJD-RN), é tratado nos bastidores como um momento decisivo que vai além do mérito disciplinar do caso. A definição pode influenciar diretamente a estabilidade do Campeonato Estadual e o ambiente institucional do futebol potiguar.

Especialistas em direito desportivo avaliam que, em competições de calendário enxuto, decisões judiciais prolongadas costumam produzir reflexos imediatos. A indefinição interfere na consolidação da tabela, na formalização de contratos e na projeção de receitas atreladas a desempenho esportivo. Em estados onde as margens financeiras são mais estreitas, qualquer insegurança regulatória tende a afetar planejamento e credibilidade.

O futebol brasileiro já enfrentou situações semelhantes. O episódio envolvendo a Associação Portuguesa de Desportos no Campeonato Brasileiro da Série A de 2013 tornou-se referência nacional quando a perda de pontos determinada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) alterou a classificação final e desencadeou questionamentos judiciais na esfera comum. À época, dirigentes de diferentes clubes manifestaram preocupação pública com os impactos institucionais do impasse.

Durante aquele processo, o então presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, Paulo Nobre, declarou que a previsibilidade das regras era essencial para preservar a credibilidade da competição. No mesmo período, o presidente do Clube de Regatas do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, defendeu que a resolução no âmbito da Justiça Desportiva era fundamental para evitar insegurança institucional prolongada.

Casos mais recentes também reforçam a preocupação. Em diferentes momentos, dirigentes como Marcelo Paz, do Fortaleza Esporte Clube, e Sérgio Coelho, do Clube Atlético Mineiro, apontaram que segurança jurídica é elemento determinante para manter investimentos, contratos comerciais e planejamento esportivo.

No cenário do Rio Grande do Norte, o receio compartilhado por dirigentes e profissionais do setor é que eventual prolongamento do caso para instâncias superiores amplie prazos e gere incertezas sobre definição de posições e vagas em competições nacionais. Em campeonatos estaduais, onde o tempo de disputa é curto, decisões posteriores podem produzir efeitos que ultrapassam a temporada em curso.

O julgamento desta quinta-feira, portanto, ocorre em um contexto que envolve não apenas o desfecho de um processo específico, mas também a percepção de estabilidade e governança do futebol potiguar. A experiência recente do futebol brasileiro demonstra que a condução e o tempo das decisões disciplinares podem ser tão relevantes quanto o próprio conteúdo delas.

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Governo do Estado valoriza tradição e apoia carnaval natalense
Quarto ano consecutivo de investimento reafirma compromisso do Governo com o carnaval democrático

O Governo do Estado reafirma seu compromisso com a cultura popular ao apoiar as manifestações carnavalescas e fortalecer uma das agremiações mais tradicionais da capital potiguar. Nesta terça-feira (17), a governadora Fátima Bezerra acompanhou a alegria, a irreverência e a força cultural da Banda do Siri, que há 37 anos desfila pelas ruas da Redinha, mantendo viva a resistência da folia na Zona Norte de Natal.
Com animação contagiante e o ritmo vibrante da Orquestra Frevo do Xico, os foliões se concentraram ao lado do Mercado da Redinha antes de seguirem em desfile pelas ruas da Redinha, embalados por marchinhas populares, estandartes e bonecos gigantes — marca registrada do bloco. Pioneira na introdução desses elementos no carnaval natalense, a Banda do Siri ajudou a consolidar os bonecos gigantes como símbolo da festa na capital.

PARTICIPAÇÃO POPULAR
A governadora destacou o alcance das ações do Governo do Estado em apoio ao Carnaval em todas as regiões. “Estou muito feliz, porque de Natal ao litoral, passando pelo Seridó e pelo Oeste, só encontrei alegria. Este ano, o Governo do Estado não apenas reforçou o esquema de segurança, com mais de 8 mil agentes atuando em todas as regiões, como também ampliou as ações de proteção e defesa das mulheres e investiu mais de R$ 15 milhões na promoção da cultura, fortalecendo a participação popular por meio do Programa Cultural Câmara Cascudo”, afirmou.
Fátima Bezerra também ressaltou a importância cultural e simbólica de um dos blocos mais genuínos da capital. “O melhor de tudo é ver o nosso povo celebrando sua identidade, sua cultura e movimentando a economia criativa, que gera renda e oportunidades. Estar aqui na Banda do Siri, que faz parte da minha história, em frente à casa de Hélio Rocha, e lembrar também de João Alfredo, é muito emocionante. Eles foram desbravadores, idealizadores dessa tradição. É um momento de renovar a esperança e a confiança na força do nosso povo e da nossa cultura.”
A secretária estadual da Cultura, Mary Land Brito, enfatizou que este é o quarto ano consecutivo de apoio ao Carnaval por meio do Programa Câmara Cascudo. “O programa fez um recorte específico para a folia. Quem já vinha dialogando com o Governo conseguiu, dentro da janela legal e burocrática, acessar esse apoio. Foram mais de R$ 15 milhões destinados a diferentes estilos de carnaval: blocos tradicionais, como a Banda do Siri, na Zona Norte, além de carnaval de rua, carnaval de bairro, carnaval para crianças, para pessoas idosas, para comunidades tradicionais e festas culturais diversas.”

BANDA DO SIRI
Criada em 1988 pelos amigos Fábio Lima, Ribeiro Dantas, João Alfredo e Hélio Rocha, a Banda do Siri nasceu do desejo de fortalecer o carnaval na própria comunidade. A ideia surgiu após a participação do grupo na Banda do Cajueiro, em Pirangi, quando perceberam que muitos veranistas da Redinha se deslocavam para outras localidades por falta de um bloco estruturado no bairro. Ao retornarem, decidiram criar uma banda genuinamente redinhense, consolidando uma tradição que atravessa gerações.
Ao longo de mais de três décadas, a Banda do Siri desempenhou papel fundamental na valorização de um carnaval democrático e acessível. Sem cordas, abadás ou restrições, o bloco mantém viva a essência da folia popular, onde cada participante é livre para vestir sua fantasia e celebrar à sua maneira.
O fundador e diretor da Banda do Siri, Fábio Lima, comemorou o reconhecimento institucional. “Nossa alegria está viva há 37 anos nas ruas da Redinha, agora contando com o apoio do Programa Câmara Cascudo de Incentivo à Cultura. Pela primeira vez, um bloco desta praia conseguiu esse patrocínio. Isso se deve à ampliação das leis de incentivo cultural promovida pelo Governo do Estado”, celebrou.

GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL – ASSECOM

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A manhã da terça-feira de Carnaval foi marcada por irreverência, tradição e muita animação no bairro da Redinha, Zona Norte de Natal. O bloco Os Cão da Redinha saiu às ruas reunindo foliões enlameados, que transformaram o percurso em um verdadeiro espetáculo popular.

Mantendo uma das tradições mais irreverentes do Carnaval natalense, os participantes se cobriram de lama antes de ganhar as ruas do bairro, celebrando uma manifestação que mistura crítica bem-humorada, identidade cultural e espírito coletivo. Entre risadas, fantasias improvisadas e muita música, o bloco arrastou moradores e visitantes, reafirmando seu papel como um dos momentos mais aguardados da programação carnavalesca da região.

A saída pela manhã reforça a característica própria do bloco, que aposta na espontaneidade e na forte ligação com a comunidade local. A cada esquina, moradores acompanhavam das calçadas, registravam em fotos e se juntavam à brincadeira, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações.

Mais do que um desfile, Os Cão da Redinha representam a essência do Carnaval de rua: democrático, popular e carregado de identidade. Enlameados da cabeça aos pés, os foliões mostraram que, na Redinha, a alegria não tem hora para começar — e muito menos medo de sujar os pés para celebrar.

 Kenga 2026 da Grande Natal revelou a vencedora Ellen Kimberly, de Macaíba, conhecida como “A Coelhinha”

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Evento reúne foliões, performances e homenagens a divas, marcando 43 anos de tradição no calendário carnavalesco da cidade

Com informações do Agora RN

O tradicional Baile das Kengas retornou ao Centro Histórico neste domingo 15 com muita música, cores e irreverência. Criado em 1983 na Rua Felipe Camarão, o bloco consolidou sua importância no Carnaval natalense ao longo de quatro décadas, reunindo moradores, turistas e artistas.

A concentração começou às 15h no Bardallo’s Comida & Arte, ao som da Orquestra do Papão. Em seguida, o cortejo seguiu pelas ruas do Centro Histórico até a Praça Sete de Setembro, em frente à Pinacoteca do Estado do Rio Grande do Norte, transformando o espaço em palco de performances e fantasias criativas.

A edição de 2026 trouxe como tema a homenagem às Divas e celebrou os 43 anos do bloco com apresentações marcantes e participação expressiva do público. O Rei Momo Ottis Ferreira e a Rainha do Carnaval, Lorena Bulhões, também marcaram presença com figurinos inspirados no bloco. A rapper Karol Conká, madrinha nacional desta edição, foi a atração principal, se apresentando na Praça Sete de Setembro.

O concurso que elegeu a Kenga 2026 da Grande Natal revelou a vencedora Ellen Kimberly, de Macaíba, conhecida como “A Coelhinha”.

O evento também movimentou o comércio local, com ambulantes e pequenos empreendedores atuando ao longo do percurso. A Prefeitura do Natal garantiu a estrutura necessária, com segurança, trânsito ordenado, banheiros químicos e apoio da STTU, permitindo que a festa transcorresse sem incidentes.

Famílias marcaram presença. Ana Millor trouxe os filhos Amora, 6 anos, e Luiz, 9. “Trouxe meus filhos para que vivam o carnaval e aprendam a respeitar as diferenças. É uma festa para todos”, comentou.

A secretária municipal de Cultura, Iracy Azevedo, destacou a relevância do evento: “Recebemos cerca de 5 mil pessoas. O Baile das Kengas é uma manifestação importante da nossa cultura e segue integrado à programação oficial do Carnaval”, afirmou.

O Baile das Kengas faz parte da agenda do Carnaval de Natal 2026, que reúne manifestações tradicionais e contemporâneas em diversos polos da cidade, com realização da Prefeitura de Natal e apresentação de Esportes da Sorte.

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O tradicional bloco Poetas, Carecas, Bruxas e Lobisomens tomou conta das ruas de Ponta Negra na tarde deste sábado (14), reafirmando sua força como uma das manifestações mais autênticas do Carnaval de Natal. Em seu 21º ano, o bloco reuniu foliões de todas as idades em um desfile marcado por cultura popular, inclusão e muita animação.

A concentração começou às 16h, no Largo Cláudio Porpino (Praça dos Gringos), com o carnaval infantil Poetinhas. A programação teve início com a apresentação de Diogo das Virgens, participação do Folia de Rua, grupos de brincantes, pernaltas, Boi de Reis, além das figuras tradicionais do Mateus, Caterina, Birico, Jaraguá e 13 burrinhas dançantes, encantando crianças e adultos.

Às 17h30, os tradicionais bonecos gigantes entraram em cena ao som do Frevo do Xico, que comandou o hino do bloco ao lado de Diogo. Às 18h, o cortejo seguiu pela Avenida Praia de Ponta Negra, puxado por banda de frevo, até o Praia Shopping, arrastando uma multidão fantasiada e embalada pelo ritmo contagiante do Carnaval.

Criado em 2005 como uma brincadeira entre amigos inspirada na cultura popular, o bloco conquistou o coração dos natalenses com sua irreverência e simbologia. Cada personagem carrega um significado: o Careca representa o Morro do Careca e simboliza a maturidade masculina; o Poeta remete à boemia e à vida cultural da Vila de Ponta Negra; o Lobisomem resgata a lenda de que crianças não deveriam subir o Morro à noite; e a Bruxa representa a beleza, o encanto e o poder feminino.

“É um trabalho histórico, importante, um resgate cultural de um folclore, que começou em 2005 e agora vamos fazer a maioridade”, destacou Hugo Manso, um dos diretores do bloco.

Para Teresa Freire, também diretora, a essência do Poetas está na diversidade e na inclusão: “O bloco tem uma história de muitas tradições, trazendo a diversidade, a inclusão de todos que gostam de brincar com muita folia, com animação, com os confetes, com as crianças, com o Boi de Reis, com os brincantes”.

Gratuito e aberto ao público, o desfile também ofereceu camisetas temáticas em várias cores para os foliões que quiseram vestir oficialmente a identidade do bloco. Mais do que um evento carnavalesco, o Poetas, Carecas, Bruxas e Lobisomens reafirma seu papel como patrimônio cultural afetivo de Ponta Negra e da cidade do Natal.

Com informações de saibamais.jor.br

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Agora é oficial: Natal vive a folia de Momo desde a noite desta quinta-feira (12), com a realização do tradicional Baile de Máscaras. O prefeito Paulinho Freire entregou a chave da cidade ao Rei e à Rainha do Carnaval, sob o som da Orquestra Terra do Sol, no palco montado no Largo do Atheneu, no polo Petrópolis. Mais de 10 mil pessoas também acompanharam os shows que marcaram a abertura dos festejos na capital potiguar.

A partir desta sexta-feira (13) até a quarta-feira de cinzas, a programação segue extensa, espalhada em vários pontos da cidade. “Preparamos um carnaval grandioso. Queremos Natal entre os maiores destinos de eventos do Brasil. E, mais do que isso, queremos um período de folia tranquilo, divertido e que gere economia e renda para quem mais precisa”, disse Paulinho Freire.

Agora como representantes simbólicos da festa, o Rei Momo Ottis Ferreira e a Rainha Lorenna Bulhões comentaram a expectativa para os próximos dias. “Trago a experiência do reinado do ano passado, mas ainda com o friozinho na barriga para abrilhantar essa festa maravilhosa de novo”, disse Ottis. “A ideia é levar alegria e emoção a todos os polos da cidade”, afirmou a bailarina Lorenna Bulhões, estreando como Rainha do Carnaval.

A animação começou já no show de abertura, com o Quarteto Linha, que apresentou um repertório de sucessos da MPB e de outros gêneros musicais em ritmo de samba. Na sequência, a Orquestra Terra do Sol trouxe o frevo e a tradição das marchinhas, recepcionou a comitiva municipal para a entrega das chaves e preparou o público para o show da cantora baiana Márcia Freire.

A artista agradeceu o convite e relembrou sua relação com a cidade. “É uma honra receber esse convite para abrir o Carnaval de Natal, cidade que amo tanto. Comecei aqui com o bloco Caju com Sal, no Carnatal, vindo de Salvador ainda muito jovem. E aqui minhas músicas ficaram. Então é um sonho realizado poder iniciar esta festa linda”, declarou.

A secretária municipal de Cultura, Iracy Azevedo, destacou a diversidade da programação e frisou que, após a noite do Baile de Máscaras, a estrutura montada no Largo do Atheneu será destinada às atrações locais e aos blocos carnavalescos. “Teremos um Carnaval com opções para agradar todo tipo de folião, seja dos bloquinhos tradicionais, do carnaval alternativo ou dos shows nacionais”, afirmou.

O ambulante Tiago Rocha foi um dos 50 cadastrados para trabalhar no polo Petrópolis, pelo terceiro ano consecutivo. Segundo ele, o primeiro dia superou as expectativas. “É um dos polos em que mais gosto de trabalhar e hoje, em particular, tem sido excelente, até melhor do que nos últimos dois anos. Aqui é um público mais consumidor e acredito que terei uma renda extra em torno de 20% no mês”, estimou.

O farmacêutico Arnóbio Maciel, que acompanhava a festa ao lado da esposa, contou que participa todos os anos do Baile de Máscaras. “É tradição para mim. Às vezes nem participo dos outros polos e dias de carnaval, mas para o Baile eu venho, e está tudo muito organizado. O show da Orquestra Terra do Sol foi maravilhoso. A festa está bonita”, disse.

A programação da Prefeitura do Natal continua nesta sexta-feira no polo Ponta Negra. O palco montado na orla começa com apresentação de DJ, preparando o público para os shows de Alceu Valença, Cavaleiros e Rafa e Pipo.

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