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Infância roubada
A fotografia é de minha autoria, mas o texto robei do blog do amigo jornalista Sandro Fortunato.
Esta foto foi feita ontem quando fui a comunidade do Maruim fazer as fotos 3×4 das crianças, para matricula na escola. Foi um registro despretencioso. Quando passava por um beco da favela essa criança observava. Fiz o clique, mostrei para Sandro e olha ai o resultado.
Infância roubada
“Aqui não tem muita coisa não. Não, tem bastante. Não tem brinquedo, não tem diversão, não tem comida, não tem carinho, não tem saúde, não tem escola, não tem Papai Noel, não tem Obama. Não tem nem esperança porque desde cedo se aprende que é coisa que prolonga o sofrimento e isso a gente já tem de sobra. Aqui tem muito lixo, bicho doente, uma mosquitada que não acaba e o esgoto, que às vezes fica na rua, outras dentro de casa mesmo. São os nossos brinquedos. Parece que a gente já nasce com uma resistência para viver com os pés o dia todo nessa água podre e pra conviver com os maruins, que eu acho que nem picam a gente porque têm medo de pegar doença. Em dia de foto pra escola, tem banho tomado e até perfume. Em outros dias, tem gente que aparece cheio de máquina fotográfica para fazer safári. Tudo querendo ser Sebastião. Salgado é meu dia. Amargo até, mas sei abrir sorriso com uns dentes ainda bonitos. A gente daqui pede pra fotografar, pergunta quando vão mostrar e eles dizem que vão botar na rede pro mundo inteiro ver. Rede danada de grande é essa!? Que mundo todo? O mundo que eu conheço acaba ali no mangue e ele todo fede à peixe. Direito, a gente tem também não. Nem aqueles de um tal estatuto. Aqui está tudo é caindo. Parede, muro. Cor tem. Umas bem fortes, quando alguém consegue tinta. E aí parece que fica um pouco menos triste. Grade, portão, cadeado também tem. Dentro não tem muita coisa pra roubar, mas quando não se tem quase nada, é bom cuidar pra não levarem o resto. Aqui tem pai e mãe gritando e batendo por coisa nenhuma. Não é culpa deles não. Se eu fosse adulto e tivesse a vida deles, eu também não ia ter carinho pra dar. Castigo também tem. É não ir pra rua. É ficar em casa assustado, engaiolado, brechando quem passa pra ver se olham pra mim. Mas no mundo parece só ter olho fechado e que nem chega aqui. Os meus estão sempre abertos e não precisa botar tarja que eu não sou ladrão nem quero ser. É com eles que eu tento enxergar o futuro. Que futuro? Nem sei se vou ter um. Por mim, já ficava bem feliz se eu tivesse infância”.
Logo que acessei o blog de Sandro e vi minha foto com esse texto, nem li e imediatamente fiz um copy/paste. Sabia de cara que seria um texto que só valorizaria minha foto. Mas depois de postar e ler, vi que era muito mais que isso. Um texto que emociona que faz refletir e nos mostra como a gente reclama sem ter razão. Valeu Sandro!!!
Fiart começa amanhã
Foto para documentos
Já esta virando uma rotina ir ao Maruim. Ontem fui fazer fotos das crianças para matricula delas na escola. Foi dia delas se arrumarem, por a melhor roupa, arrumar os cabelos e passar perfume. Apesar da carinha séria diante da câmera, as que estavam do lado era so brincadeiras e gracejos.
Flávio Freitas em Fernando de Noronha
Flávio Freitas acaba de produzir telas que farão parte da sua primeira exposição deste ano que será em Fernando de Noronha.
Uma cadeira para ele
No ultimo dia 15 postei esta foto para pedir uma cadeira de rodas para Wilson. Hoje uma amiga que sempre esta colaborando com o projeto do Maruin, me ligou informando que vai comprar a cadeira. Hoje vou a comunidade fazer fotos 3×4 das crianças mais carentes e vou da a noticia para ele.
Enquanto Wilson implora por uma cadeira de rodas que custa míseros trezentos reais, não para conforto ou vaidade, mas pela pura necessidade de se locomover, nossos senadores vão sentar em confortáveis poltronas anatômicas compradas pelo senado ao custo de 2,5 milhões de reais.
Veja matéria completa no blog do jornalista Sandro Fortunato, http://www.sandrofortunato.com.br/
Hoje mais uma vez fui a comunidade do Maruin. Desta vez acompanhado de Sandro Fortunato. Chegamos na comunidade no finalzinho da tarde, quase noite. Fui entregar as cestas básicas que Lucia Helena conseguiu com as amigas. E mais uma vez encontrei Wilson Clementino, deficiente que sempre que me encontra pede uma cadeira de rodas, pois a sua esta aos pedaços. Quem topa ajudar? A campanha esta lançada. Preferia até que o doador – que vai aparecer com certeza,- fosse comigo entregar pessoalmente.
Férias das Arábias
Em nota hoje no site de Claudio Humberto, www.claudiohumberto.com.br, Orlando Brito fala do passeio de dromedários nas dunas de Jenipabu.
E pensar que fomos expulsos quando estávamos fotografando esse passeio.
Um pôr-do-sol gratuito

Pôr-do-sol da Pedra do Rosário
Este post deveria ser de um pôr-do-sol do Iate. Deveria porque uns amigos resolveram se reunir por lá para comemorar o aniversario do amigo fotógrafo Paulo Oliveira. Fui até lá para fazer o devido registro. Mas deparei com uma situação que não gostei. Fui recepcionado com muita indiferença por uma pessoa que parecia um porteiro ou segurança, que em vez de cumprimentar com uma boa tarde, fez uma abordagem de “nem venha que aqui não tem”. E mandou-me ir do lado, comprar uma senha para entrar. Fui verificar o valor e me informaram ser R$ 10,00. Achei absurdo, entrar num lugar para ver o pôr-do-sol e ter que pagar. Lógico que ia fazer umas fotos de Paulinho com os amigos. E ele merece que se pague muito mais. Mas apesar de ser um direito da casa cobrar o que bem entender, eu prefiro fazer o pôr-do-sol da Pedra do Rosário, que não paga nada.
Guia da Cidade do Natal
O Sebo Vermelho de Abimael lança mais um livro, desta vez o Guia da Cidade do Natal de Manoel Onofre Júnior. Vai ser no próximo sábado, dia 24 de janeiro a partir das 9h na Potylivros da Rua Felipe Camarão. O guia da cidade vem com uma edição com duas capas diferentes com fotos minha e do mestre Ivanisio Ramos. Na contracapa tem uma foto que apesar de esta creditada em meu nome, o autor é Ivanisio.

















