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Sandra Fernandes da Costa – Coordenadora Pedagógica da Casa Durval Paiva

A arte de fotografar é um movimento educativo e cultural, que busca, dentro dos moldes do pensamento idealista e democrático, despertar uma forma de expressão de desejos nos alunos, gerando pertencimento e atuando como uma forma de contação de histórias do cotidiano deles, através da linguagem não verbal, cheia de significados.

Trabalhar a fotografia com os alunos na classe hospitalar, evidencia sua importância como uma das áreas de conhecimento, fundamentais na formação do cidadão, uma vez que, esse conhecimento é significativo para a necessidade de expressão, afirmação e interação com a realidade. Esse conhecimento da fotografia como arte, possibilita a formação estética do indivíduo, como produtor ou apreciador do belo. Já que o tratamento os impulsiona vivenciar uma rotina de cuidados diferenciada, voltadas para um período prolongado de internação no ambiente hospitalar e os afastando do seu convívio familiar.

Percebe-se que a fotografia é um recurso com grandes significados nas aulas, pois oportuniza ao aluno a elaboração e o exercício de sua expressividade, configurando-se em uma função documental de importantes momentos vividos, no decorrer do seu cotidiano, antes e durante o tratamento.

A partir desse entendimento, o setor educacional da Casa Durval Paiva está executando uma oficina de fotografia, como ação do Projeto “Olhares que Inspiram”, em parceria com a Fundação José Augusto e financiado com recursos do Instituto Neoenergia/Cosern. O projeto tem como objetivo, possibilitar que crianças e jovens em tratamento oncohematológico assistidos pela CDP façam registros fotográficos de bairros históricos da cidade onde residem, localizadas no Estado do RN. Essa ação se dá por meio de visitas aos centros históricos das suas cidades, colocando o aluno como produtor de conteúdo, deslocando-o da função passiva para protagonista da sua própria história.

Neste sentido, ao fazer um resgate histórico, o olhar do aluno, pelas lentes da câmera fotográfica, é continuamente um procedimento singular. A partir dos seus registros, ele mostrará sua sensibilidade, seus direcionamentos, ordenamentos e formas adequadas de interagir com os recursos, com o meio histórico-cultural, com as linguagens, e, assim, produzir conteúdo, que os façam ter contato com as suas origens, despertando sensação de pertencimento àquele lugar. Dessa forma, trabalhar a fotografia na classe hospitalar, faz com que, por meio da linguagem da comunicação visual, o conceito de educar se transforme, para ensinar a olhar.

Michelle Phiffer
Assessora de Imprensa

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