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Estas e outras fotos do Prêmio Hangar em alta resolução você pode encontrar com reconhecimento facial no nosso álbum da BANLEK no link abaixo:
https://banlek.com/canindesoares










































































































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Afrofuturismo, ancestralidade e potência potiguar marcam a 23ª edição do Prêmio Hangar de Música
A noite do dia 14 de abril de 2026 entrou para a história da música potiguar com a realização da 23ª edição do Prêmio Hangar de Música, no Teatro Alberto Maranhão, em Natal. Com o tema “Afrofuturismo”, a cerimônia foi muito além de uma premiação — transformou-se em uma verdadeira experiência sensorial e estética, conectando ancestralidade, identidade e futuro.
Logo na chegada ao teatro, o público foi convidado a mergulhar no universo do homenageado da noite, o mestre Naná Vasconcelos. No hall, aconteceu o lançamento da fotobiografia “Naná do Recife para o Mundo”, organizada por Augusto Lins Soares, com a presença do próprio organizador e de Patrícia Vasconcelos, viúva e curadora da obra do artista.
O ambiente já anunciava o tom da noite: berimbaus, atabaques e capoeiristas de diferentes gerações ocuparam o espaço em uma celebração viva e coletiva, conduzindo o público em cortejo até a plateia, em um gesto simbólico de reverência e pertencimento.
No palco, o espetáculo foi concebido como uma travessia sonora entre tempos e territórios. Ao todo, 14 músicos deram forma a uma narrativa que dialogava diretamente com o afrofuturismo e com o legado de Naná Vasconcelos, referência mundial na percussão e na música experimental.
A abertura trouxe “Tamatião”, em sample da gravação original do CD de Dácio Galvão, seguida por um instrumental dedicado ao homenageado. A execução ficou por conta da Banda Base Hangar — formada por Ricardo Baya (guitarra, violão e direção musical), Sami Tarik (percussão, sample e programação), Ismael Miranda (baixo e sample) e Bruno Lucas (bateria e percussão) — que estabeleceu uma ambiência sonora potente, conectando tradição e experimentação.
Na sequência, Sâmela Ramos, com “Yellow Táxi”, e Pâmela Maranhão, com “Voz Nagô” e “Mulher do Fim do Mundo”, construíram um dos momentos mais marcantes da noite, em um diálogo que exaltou identidade, ancestralidade e resistência, evocando a força simbólica de Elza Soares. Em cena os apresentadores Luiza Mendes e Marcelo Veni, CEO do Hangar, conduziram de forma dinâmica as premiações e homenagens da noite.
Pedro Fasanaro trouxe uma releitura sensível de “Força Estranha”, conectando o legado de Caetano Veloso e Gal Costa a novas possibilidades de escuta e futuro.
Já Oya Iyalê, Pretta Soul e Ale Du Black ocuparam o palco com a força do slam, do rap e da música autoral, evidenciando a potência das narrativas negras contemporâneas. Em “Que Bloco é Esse”, celebraram o Ilê Aiyê, que em 2026 completa 52 anos de existência, reafirmando sua importância histórica e cultural.
No terceiro momento do espetáculo, Gracinha apresentou “Esotérico”, de Gilberto Gil, em uma interpretação que uniu espiritualidade e consciência. Em seguida, Allan Negão e Memé (Sourebel) conduziram um set que transitou entre tradição e experimentação, com releituras de “Árvore”, de Edson Gomes, e “Maracatu Atômico”, lançada no álbum Afrociberdelia (1996), por Chico Science & Nação Zumbi e tornou-se o maior hino do movimento mangue beat e celebra décadas de impacto cultural, unindo a tradição do maracatu pernambucano à modernidade do rock e da música eletrônica. A performance dos dois vocalistas exemplifica a fusão entre a ancestralidade afro-pernambucana e a tecnologia moderna. As autorais “Debochado”, da SouRebel, e do hino “Cidade do Sol”, do Rastafeeling, fecharam o show especial.
O encerramento ficou por conta de Jonathan Ferr, reconhecido como um dos principais nomes do urban jazz no Brasil, em voz e piano, sintetizando com sensibilidade e potência a proposta da noite: a construção de um futuro negro vivo, pulsante e em constante transformação. Com o espetáculo Experiência Cura, inspirado no álbum CURA, o artista conduziu o público por uma imersão que mistura jazz, hip hop, neo soul e música eletrônica, criando uma jornada sensorial e espiritual — mais que um show, uma experiência de conexão com o corpo, a ancestralidade e o presente.
Mais do que um espetáculo, a programação reafirmou o Prêmio Hangar como um espaço de encontro entre gerações, linguagens e territórios. Criado em 1999, o projeto chega à sua 23ª edição consolidado como uma das mais importantes iniciativas de valorização da música no Rio Grande do Norte.
Ao todo, foram entregues 24 prêmios, entre categorias competitivas, homenagens e reconhecimentos especiais, refletindo a diversidade e a força da produção musical potiguar e nordestina.
Entre os destaques da noite, Dani Cruz e o grupo Taj Ma House que lideraram as indicações, enquanto artistas como LEOA, Bixanu, V’MOTTA, Deusa do Forró e Roberto Cantor figuraram entre os vencedores, evidenciando a pluralidade de estilos e trajetórias presentes na cena atual.
A cerimônia também prestou homenagens importantes, como ao próprio Naná Vasconcelos (in memoriam), além de reconhecer nomes e instituições que contribuem para o fortalecimento da música, como a Orquestra Sinfônica do RN, Sami Tarik, o produtor Alexandre Maia além de Luedji Luna, BaianaSystem e Jonathan Ferr.
Com direção musical de Ricardo Baya, a edição reafirmou o compromisso do Prêmio Hangar com a valorização da música potiguar, promovendo não apenas reconhecimento, mas também reflexão, memória e projeção de futuros possíveis.
Mais do que premiar, o Hangar segue sendo um espaço de celebração, identidade e transformação — onde a música não apenas se escuta, mas se vive. O Prêmio Hangar de Música foi aprovada no Edital de Fomento à Música 12/2024 Política Nacional Aldir Blanc – PNAB RN 2024 conta com a realização da Fundação José Augusto, SECULT RN e do Governo do Estado através Do Ministério da Cultura, Sistema Nacional de Cultura e Governo Federal. Teve o patrocínio da POTIGÁS, através do edital Natural Como Fazer o Bem, do SEBRAE/RN via Edital de Economia Criativa e da Fecomércio, através do SESC/RN.
23º PRÊMIO HANGAR DE MÚSICA
Álbum do Ano
• Original Malokêra — LEOA
EP do Ano
• Taj Ma House — Taj Ma House
Música do Ano
• Tem Que Ter House — Taj Ma House
Produtor Musical do Ano
• Gabriel Souto
Artista de Samba do Ano
• Segunda de Vagabundo
Artista Popular
• Roberto Cantor
Artista de Linguagens Urbanas
• V´MOTTA
Intérprete do Ano
• Dani Cruz
Compositor(a)/Letrista do Ano
• Moisés de Lima
Videoclipe do Ano
• MALOKERA — LEOA (Dir. Lucas Mariano e Larinha R. Dantas)
Videoclipe de Linguagens Urbanas
• P.G.B.S (Posturada, Gostosa, Bonita e Sagaz) – Ale Du Black (Dir. Falkyng)
Projeto Musical Realizado (Instrumental)
• Natal Drum Festival
Show do Ano
• Tanda Macêdo
Banda/Grupo do Ano
• Sourebel
Instrumentista do Ano
• Elisa Bacche
Revelação do Ano
• Bixanu
Artista de Forró do Ano
• Deusa do Forró
07 PREMIAÇÕES ESPECIAIS
Homenageado do ano
Naná Vasconcelos – PE (In Memoriam)
(MÚSICA NIZINGA DE NANA VASCONCELOS)
Premiação Especial
Orquestra Sinfônica do RN – 50 Anos
(MÚSICA SUITE ENCANTARIA – OSRN)
Homenagem Especial
Alexandre Maia – RN
(MÚSICA…… )
Trajetória Musical
Sami Tarik (RN)
(MÚSICA
Destaque Nordeste
Luedji Luna (BA)
(MÚSICA
Artista do Ano
Baiana System (BA)
(MÚSICA
Destaque Nacional
Jonathan Ferr (RJ)
(MÚSICA
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30 de abril às 07:53
Sesc RN lança livro “Isso (Não) é Coisa de Menina” durante Semana do Livro Infantil
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24 de abril às 12:02
Marca de artigos religiosos Santo Santo Santo inaugura unidade em Natal




