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Atento às necessidades impostas à sociedade pela pandemia do novo Coronavírus, o deputado Hermano Morais (PSB) encaminhou requerimento à Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap) solicitando a instalação de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) em hospitais regionais do Rio Grande do Norte. Ao todo, o parlamentar requer 10 novos leitos de UTI, sendo cinco em João Câmara e outros cinco em Apodi.

“Apesar de recentemente reformado, o Hospital Regional Josefa Alves Godeiro, em João Câmara não tem sequer uma UTI e, portanto, o pleito se torna urgente em precaução ao Coronavírus. Vale ressaltar que o local recebe pacientes de toda a Região do Mato Grande”, justifica o documento apresentado por Hermano.

No tocante ao pleito para atender ao Hospital Regional Hélio Morais Marinho, em Apodi, o parlamentar explica que o município apresenta casos confirmados de Covid-19, registando inclusive uma vítima fatal. Hermano chama a atenção também para “a proximidade do município com Mossoró, cidade com maior número de mortes no RN pela doença”, alerta ele.

De acordo com o último boletim epidemiológico emitido pela Sesap, no último dia 15 de abril, o Rio Grande do Norte registra 339 casos confirmados de Covid-19, 2.247 suspeitos e 19 óbitos.

Por João Pedrosa de Ascom MEJC

O Ministério da Saúde já havia publicado, em seu boletim epidemiológico, a inclusão de gestantes de alto risco e de puérperas como grupo de risco da Covid-19. A ampliação da classificação, incluindo todas as grávidas no grupo de risco de contaminação pelo novo coronavírus, na última sexta-feira, 10, veio a partir do registro de mortes de gestantes no país, algumas até com histórico de vida saudável e sem doenças preexistentes. O distanciamento social, já recomendado pelos médicos, agora ganhou mais força e gestantes e puérperas devem ficar em casa.

O ginecologista e obstetra da rede Ebserh, Ricardo Cobucci, que atua na Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC/UFRN), ressalta que todo cuidado é pouco, até mesmo pela própria condição de risco da gestação que cursa com queda da imunidade, pelas alterações que podem predispor ao surgimento de quadros graves da Covid-19 e, por algumas gestantes, nesse tempo de pandemia, pela alteração do estado emocional, que fica fragilizado.

“A condição de vulnerabilidade emocional, o fato de não saber quando este período de quarentena vai passar, se vai durar toda a sua gestação, só aumenta a ansiedade da gestante e requer cuidados”, afirma o especialista que respondeu a algumas perguntas pertinentes com orientações importantes para este momento.

Veja a entrevista com o especialista.

  1. Quais riscos a grávida corre neste período de pandemia?

São os mesmos que toda a população corre. O risco de contaminação é alto se não seguirem as orientações que o MS e a Organização Mundial de Saúde (OMS) preconizam: lavagem das mãos com água e sabão frequentemente; uso de álcool gel a 70% em situações que não for possível lavar as mãos com água e sabão; usar máscara quando for extremamente necessário se deslocar nas ruas, seja para uma consulta do pré-natal, para a realização de exames ou uma ida à maternidade; manter o isolamento social, ficando em casa; evitar contato próximo e íntimo com as pessoas, como abraço e aperto de mão; afastar-se de pessoas do grupo de risco, como idosos e as próprias gestantes; em casa ter medidas de higiene, como a lavagem de frutas e verduras, dos ambientes com desinfetantes e a higienização das superfícies dos móveis com álcool 70%; para as pessoas que vierem de fora de casa, ter cuidados com relação à entrada na casa com roupas contaminadas; e, preferencialmente, evitem receber visitas.

  1. Qual fase da gestação requer mais cuidado?

Não existem evidências científicas que comprovem a fase que exige mais cuidado. A recomendação é que, durante toda a gestação, o cuidado seja ampliado, para não ocorrer contaminação, uma vez que o risco de contágio pelo vírus é alto para qualquer pessoa. A Covid-19 ainda é uma doença desconhecida para nós, médicos, no que tange às reações que podem ser geradas tanto no início quanto no final da gestação. Mas já há evidências que em gestantes há maior risco de pneumonia grave causada pelo vírus.

  1. Assim como o restante da população, a grávida deve evitar ir ao hospital ou consultório médico? Como fazer para monitorar o bebê nesse período?

Sabemos que o pré-natal é fundamental para a saúde da mãe e do bebê, mas em um período de pandemia, como este que estamos vivendo, é importante ressaltar a necessidade do isolamento social, reduzir as idas ao médico, realizar o pré-natal de uma forma mais espaçada. Exames laboratoriais e de ultrassom, por exemplo, só devem ser feitos em último caso, com extrema indicação médica. Atualmente, a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia recomenda uma consulta presencial com médico e enfermeiro até o terceiro mês, para identificar riscos, a segunda consulta entre 5 e 6 meses, outra entre 7 e 8 meses e a última próxima à data provável do parto. Claro, se tiver algum tipo de intercorrência ou for o caso de uma gestação de alto risco, ou estiver apresentando sintomas da Covid-19, como febre alta, dores no corpo, cansaço, secreção nasal, tosse seca, espirro, é importante que a paciente não subestime esses sintomas e procure uma Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua casa ou até mesmo se dirija à emergência da maternidade. Mas, se puder esperar quando não estiver apresentando sintomas, ficar em casa é mais seguro tanto para a mãe quanto para o bebê.

  1. No caso de gestantes portadoras de alguma doença crônica virem a ser contaminadas, a situação pode se agravar?

Nas gestantes portadoras de doenças crônicas como hipertensão, diabetes e asma, os riscos para evoluírem para o quadro grave da infecção pelo coronavírus é muito maior, assim como é para as demais pessoas que possuem doenças crônicas. Essas pacientes precisam frequentar o pré-natal de alto risco, conversar com o médico e solicitar que sejam afastadas de suas atividades profissionais. No primeiro sintoma de quadro gripal com febre, espirros, nariz escorrendo e dor no corpo, elas devem procurar a emergência da maternidade para serem atendidas. Se confirmado o diagnóstico da Covid-19, deve ser iniciado o tratamento, evitando, assim, a evolução do quadro.

  1. Após o parto, quais os cuidados que a puérpera e o recém-nascido devem ter?

Ter coronavírus não significa ter de fazer cesariana. A recomendação para as mães que já tiveram seus filhos por parto normal ou cesariana é que fiquem em um quarto isolado, sendo acompanhadas apenas por uma pessoa da família. Não é recomendada a troca de acompanhante, que também precisa ter todos os cuidados de higiene, como a lavagem de mãos e o uso de máscara. Com relação à alta hospitalar, se correr tudo bem, a paciente poderá receber alta após 24 horas, em caso de parto normal, e 36 horas após cesárea. 

Não é proibido amamentar o bebê, mas é importante ter cuidados com a higienização, tais como: lavar as mãos com água e sabão, antes e após a amamentação e ordenha do leite, usar máscara durante as mamadas, lavar as mamas antes de amamentar e ordenhar o leite e higienizar com água e sabão o material usado na ordenha. Em casa, a recomendação é manter o berço a uma distância aproximada de 2 metros da cama da mãe, higienizar as roupas do bebê, evitar o contato íntimo de pessoas com o recém-nascido e, caso o bebê apresente algum sintoma de gripe, procurar imediatamente o médico. Os pais devem, sempre antes de tocar o bebê, lavar as mãos e colocar máscaras para evitar a contaminação dos filhos.

Cuidado especial

Uma vez que todo o atendimento ambulatorial e as consultas e cirurgias eletivas estão suspensa neste período de pandemia, a MEJC disponibilizou consultas online para as pacientes com pré-natal de alto risco. Por meio de um aplicativo de chamada, semanalmente, o médico entra em contato com as pacientes e realiza as consultas e recomendações a distância. Em seguida, as pacientes que necessitam de consulta presencial são atendidas diariamente no turno da tarde, com o número máximo de cinco pacientes por turno.

Segundo a gerente de Atenção à Saúde da Maternidade, Maria da Guia, esta é uma forma de continuar prestando assistência e auxiliando as pacientes. “Estamos vivendo um momento de readaptação social, com novos formatos de relações e de contato humano. Como instituição de referência na gestação de alto risco, temos um compromisso humano e assistencial com nossas pacientes e, portanto, foi necessário criar novas formas de atendimento, ainda mais porque as gestantes fazem parte do grupo de risco”, comentou.

Atuação da Rede Ebserh

Desde os primeiros anúncios sobre a Covid-19, a rede Ebserh tem trabalhando em parceria direta com os ministérios da Saúde e da Educação, com participação nos Centros de Operações de Emergência (COE) desses órgãos, e tendo como diretrizes o monitoramento da situação no país e em suas 40 unidades hospitalares. Também tem atuado na realização de treinamento de funcionários da rede, promoção de webaulas, definição de fluxos e instituição de câmaras técnicas de discussões com especialistas.

Em algumas regiões, as unidades da rede Ebserh têm atuado como hospitais de referência ao enfrentamento da Covid-19, enquanto que outras atuam como retaguarda em atendimentos assistenciais para a população, por meio do Sistema Único de Saúde.

A Associação dos Delegados de Polícia Civil do RN está lançando a campanha “É HORA DE SER SOLIDÁRIO”, para a arrecadação de alimentos. A Adepol/RN tem como objetivo destinar os donativos a famílias que estejam passando dificuldades neste período de pandemia da covid-19, principalmente os trabalhadores informais e desempregados.  Para isso a associação fez uma parceria com a empresa E&J Representações e Cestas Básicas, e conseguiu formatar uma cesta com 17 itens pelo valor de R$ 40,00, mas esta é apenas uma das possibilidades de doações. Na verdade, cada cidadão ou empresa doa como ou o que puder, tanto no que diz respeito a valor financeiro como na compra de qualquer outra cesta, de qualquer outra marca. 
Na prática, as doações podem ser feitas da seguinte forma:
Entrega de cesta básica ou alimentos que a compõem na sede da Adepol/RN (Av. João XXIII, 1848, Mãe Luiza, próximo a subida na Via Costeira), em horário comercial.
Transferência bancária para a empresa parceira (Gadelha e Fraga Comércio Ltda, CNPJ nº. 28734243.0001-72, Banco do Brasil, Ag. 2642-5, Cc35549-6). Neste caso, é imprescindível que o doador envie para a associação o comprovante, através do Whatsapp 98815-2520Área de anexo


JACSON DAMASCENO Assessoria de Imprensa 

Plataforma Resolve Sim nasce com a expectativa de atender a mais de um milhão de estudantes em todo o País

Numa iniciativa inédita, que reúne duas das principais instituições de educação do país, a plataforma Resolve Sim está disponível para apoiar os alunos dos últimos anos do ensino médio, que se preparam para o Enem e os vestibulares em meio ao conturbado e delicado cenário provocado pelo novo Coronavírus. A Resolve Sim tem conteúdo produzido pela Eleva Educação, um dos mais conceituados grupos de ensinos fundamental e médio do país, e metodologia e tecnologia digitais da Estácio, maior universidade brasileira e líder em inovação no EaD. Para os alunos da rede pública, será um serviço gratuito, sem qualquer limitação de conteúdo. O portal www.resolvesim.com.br pode ser acessado de qualquer computador, smartphone ou tablet.  

“Vivemos um momento em que todos devem se unir para sairmos mais fortes. É hora de pensarmos em como ajudar quem tem menos recursos para enfrentar a situação e, por isso, ao prepararmos todo o ensino não presencial para os nossos alunos, pensamos que poderíamos fazer a diferença na vida de muitos alunos da rede pública dando um suporte nesse momento tão delicado. É uma das iniciativas que estamos fazendo, dentre outras, para deixar nossa contribuição e minimizar as diferenças na atual conjuntura”, afirma Bruno Elias, presidente da Eleva Educação.

“Este período será sem dúvida lembrado como a fase mais conturbada das vidas desses milhões de jovens”, diz Eduardo Parente, presidente da Estácio. “A nossa universidade sempre esteve ligada à democratização do ensino e nós conhecemos a capilaridade e a força incrível do ensino digital. Mais do que nunca, esses estudantes precisam de nós. Então, estamos presentes”. 

Sobre a solução – Os conteúdos, com a chancela de qualidade da Eleva, estão distribuídos em quatro áreas do conhecimento (Ciências Humanas, Linguagens e Códigos, Matemática e Ciências da Natureza), além de uma área especial de provas de preparação, o Simuladão. Ao todo, serão 48 aulas completas, com metade delas já disponível para acesso imediato. Haverá aulas novas sendo postadas diariamente. 

Houve um cuidado especial com a metodologia e os objetos de aprendizagem – e-books, temas ilustrados e infográficos, games, planos de estudos e tarefas com acompanhamento de professores e tutores estão entre eles. A agência Artplan colaborou com o projeto, ajudando na concepção e na comunicação da iniciativa. 

As duas gigantes da educação produziram em tempo recorde a plataforma, com a expectativa de receber mais de um milhão de estudantes este ano. A solução foi criada em pouco mais de três semanas, com a participação direta de mais de 100 profissionais da Eleva e da Estácio.

A Estácio e o Ensino Digital

A Estácio é uma das líderes em inovação na educação digital no país. No início dos anos 2000, provocou o primeiro salto de qualidade do EaD nacional, com a criação de ambientes virtuais e conteúdos digitais integrados numa plataforma de ensino. A Estácio tem uma área com mais de 150 profissionais dedicados a desenvolver metodologias e conteúdos para as aulas, ricas em vídeos, gráficos, textos e conteúdo interativo.

Eleva Educação: sinônimo de qualidade

A Eleva é a maior rede de escolas privadas do Brasil, com mais de 130 escolas espalhadas por todas as regiões. A qualidade de ensino é garantida por um time de mais de 4.000 professores de excelência e por sua plataforma de ensino que fornece material didático, tecnologia educacional, assessoria pedagógica e gestão escolar para rede própria, bem como para escolas parceiras por todo o país.

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Assessoria de Imprensa
Letra A Comunicação

Já está no ar o programa de estreia da temporada 2020 do Conexão Enem. Com o objetivo de ajudar os estudantes que se preparam para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) durante esse período de isolamento social, as aulas estarão disponíveis no YouTube através do canal da TV Assembleia (https://www.youtube.com/watch?v=SJANDqxLlH4). As aulas também serão exibidas pela televisão.

“Essa nova temporada começa de forma muito atípica. Em virtude da pandemia do novo coronavírus, nossas aulas começarão gravadas. Por isso, estamos num ritmo de gravação de seis episódios por semana”, explicou o diretor da Escola da Assembleia, professor João Maria de Lima.

Enquanto que na plataforma de vídeos as aulas podem ser acessadas a qualquer momento, na TV Assembleia elas serão exibidas em horário especial. Nas segundas-feiras e quartas-feiras, programas inéditos, às 20h. Terças-feiras e quintas-feiras, reprises do dia anterior e nas sextas-feiras, a aula mais pedida da semana. “Quando tudo voltar ao normal, as aulas ao vivo das quartas-feiras voltarão a serem exibidas”, destacou o professor.

O Conexão Enem é um projeto de educação da Assembleia Legislativa voltado para estudantes que se preparam para o Enem e exibe, pela TV Assembleia, aulas e debates de assuntos pertinentes ao processo seletivo.

Para reforçar o conteúdo, também serão reprisadas, pela TV Assembleia, as aulas do Conexão Enem que foram exibidas em 2019. De acordo com o professor João Maria de Lima, em virtude da paralisação das aulas, em função da pandemia, a Assembleia Legislativa está disponibilizando uma ferramenta, que será uma oportunidade para que os estudantes possam manter os estudos em preparação para o Exame.

A TV Assembleia pode ser assistida no canal aberto digital 51.3 (Natal e região metropolitana). Outras opções: na Cabotelecom (canais 9 e 109) e na Net, canal 16. Em várias regiões do estado, pode ser sintonizada pelo canal aberto digital 18.1.

A Associação dos Delegados de Polícia Civil do RN (Adepol/RN) criou uma série de vídeos para orientar a população sobre o trabalho da instituição durante a pandemia do novo coronavírus. O principal intuito é envolver a sociedade nesta importante batalha e, ao mesmo tempo, explicar detalhes sobre peculiaridades da ação da polícia investigativa nessa questão. Ao todo foram gravados cinco vídeos com delegados e temas diferentes, que estão sendo postados nas redes sociais da Adepol/RN desde a segunda-feira (13).

O primeiro vídeo foi gravado pela presidente da Adepol/RN, delegada Taís Aires. Nele, ela fala sobre aspectos gerais e explica à população que serviços, como os da Polícia Civil, não podem parar e poderemos sempre contar com isso. A presidente também explica em que momentos podemos prestar uma comunicação de delito via internet e quando se deve comparecer pessoalmente às delegacias. “Fique atento às fontes oficiais e confiáveis de informação, evitando, assim, as “fake News”. Não é demais ressaltar: se puder, fique em casa! E lembre-se: mesmo com o isolamento, sempre haverá um policial civil perto de você”, complementa Taís na gravação.

Um outro vídeo foi gravado pela delegada Ana Paula Pinheiro, no qual expõe que o isolamento social não pode acarretar em aumento de casos de violência doméstica. A delegada Karla Viviane, do Departamento de Combate a Corrupção, alerta para os casos de aumento abusivo de preços, principalmente em equipamentos de proteção individual. Já o delegado Cláudio Henrique, chama a atenção dos perigos dos golpes praticados através de links maliciosos em e-mails ou aplicativos como o WhatsApp. Por fim, o  delegado Renê Lopes explica a importância de cumprimos as determinações sanitárias e de isolamento impostas em decretos do poder público e as implicações de agirmos de forma contrária.

“Acredito que vamos dar o recado. São vídeos curtos, diretos, os quais esperamos que as pessoas compartilhem”, avaliou a presidente da Adepol/RN. Além das redes sociais, os vídeos serão repassados através de dos delegados e delegadas aos seus contatos pessoais, e disponibilizados aos jornalistas de todo o estado.


JACSON DAMASCENO Assessoria de Imprensa 

Por Gustavo Xavier
Médico Psiquiatra

Invisível e esquecido. O paciente psiquiátrico não está nas manchetes como o temido coronavírus, dominando todas as mídias. Pelo contrário, continua sem voz e excluído, frente a avalanche de informações, sejam verdadeiras ou falsas, a respeito da pandemia atual. Os especialistas, angustiados pelas previsões, congelam a atenção em projeções sobre infectados, internados e falecidos, e parecem ignorar o adoecimento psíquico. Sobram tabelas, gráficos e as famosas curvas. Porém, o que trato aqui é sobre uma reta permanente e ascendente: o aumento dos transtornos mentais.

O preconceito contra os portadores de transtornos mentais chama-se psicofobia. Ela faz parte da humanidade desde seu início, e seu fenômeno não é tão estudado como as viroses. O paciente teve sua doença, desde então, etiquetada como possessão demoníaca, castigo divino, entre outras rotulações, passando por “louco e imbecil” no censo americano de 1840, a “loucos de todo gênero” no Código Civil Brasileiro, de 1916, terminologia herdada do império. Ainda hoje, assistimos o medo, o desconhecimento, a vergonha e principalmente, o preconceito.

No próximo 12 de abril, domingo de páscoa, época de reflexões, também é o dia Nacional de Enfrentamento à Psicofobia. Pouco a comemorar e muito a combater. As políticas de saúde, em plena crista da onda, esqueceram do paciente psiquiátrico mais uma vez, com fechamento de serviços, e falta de planejamento específico para este público, em um país de cerca de 2 milhões de esquizofrênicos, muitos sem atendimento, vulneráveis pelo comportamento e higiene prejudicada. Enquanto faltam recursos neste setor, abundam outros aspectos não distantes da Psiquiatria, como a inveja e o narcisismo, evidentes entre a classe política, em meio a desgraça da população.

A criminosa desassistência promovida pelas autoridades mostra e confirma a sentença que cai sobre os que padecem da alma: não adoecem do corpo, não se contaminam, estão à margem em todos os sentidos. O tal colapso nós já conhecemos. O Brasil, país mais ansioso do mundo segundo a OMS, sofre diariamente com os quadros graves, as complicações e os suicídios.

Nós psiquiatras lavamos as mãos, no bom sentido, é claro. Também estamos na batalha.

Natal/RN, 10/04/2020

A primeira etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa no Rio Grande do Norte terá seu calendário alterado e vai acontecer durante todo o mês de junho. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) decidiu ajustar o calendário e adiar o início da campanha para garantir a adequada orientação sobre a execução da vacinação durante a pandemia do Covid-19.

Nesta etapa a vacinação é obrigatória para os animais de todas as idades. O produtor cadastrado junto ao IDIARN deve adquirir sua vacina em uma das lojas autorizadas a comercialização, e, após isso, vacinar os animais e declarar o rebanho até 15 de julho em um dos nossos escritórios, EMATER ou Secretarias Municipais de Agricultura.

O RN tem hoje um rebanho bovino em torno de 950 mil animais. Na segunda etapa da ação, em novembro de 2019, o Estado imunizou mais de 94,54% do rebanho, mantendo o alto índice de cobertura nas campanhas de vacinação realizadas pelo IDIARN. Os números positivos também permitem que o Estado mantenha o status livre de febre aftosa com vacinação e continue com as ações para a retirada da obrigatoriedade da vacina.

A febre aftosa é uma doença causada por vírus que provoca febre e aftas, principalmente na boca e entre os cascos dos animais, causando enorme perda na produção de leite e carnes. 

Para mais informações acesse: www.idiarn.rn.gov.br

 

Diante da evolução no número de casos do novo coronavírus no Rio Grande do Norte, o Governo do Estado vai ampliar as restrições de circulação de pessoas em todo o território com o objetivo de diminuir o contágio da doença. O Decreto Estadual Nº 29.600, que será publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (9), atualiza as questões referentes ao funcionamento do comércio, do transporte coletivo e das feiras livres.

 

A partir de sexta-feira (10) e até o próximo dia 23, o Governo determina que o transporte coletivo intermunicipal deve funcionar de segunda a sexta-feira, com as viagens iniciando-se às 5h e o horário de chegada máximo às 20h. Os veículos devem circular apenas com passageiros sentados. A exceção fica por conta do transporte entre Natal e as cidades de Parnamirim, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Extremoz e Ceará-Mirim, que poderá funcionar aos finais de semana, com a mesma restrição de horários e de lotação apenas nos assentos.

 

COMÉRCIO

 

A ampliação das restrições também é direcionada ao setor privado. Entre os dias 14 e 23, todo o comércio e demais atividades privadas deverão ser fechadas, com exceção dos serviços essenciais como as áreas de saúde, alimentação e segurança. Também se incluem na lista serviços como coleta de lixo, transmissão de energia, telefonia e internet, serviços postais e bancários, transporte de cargas e postos de combustíveis.

 

Os estabelecimentos que comercializam alimentos, bebidas não alcoólicas e de materiais de construção ou reforma não poderão funcionar entre 19h e 6h do dia seguinte, em todos os dias da semana.

 

O Decreto ainda aponta que os municípios devem disciplinar o funcionamento de feiras livres, condicionando a autorização à aplicação das medidas de segurança necessárias para manter o distanciamento das pessoas e evitar a disseminação do novo coronavírus.

 

Fica proibida qualquer tipo de venda para consumo no local das feiras, incluindo o corte e a exposição de produtos para consumo nas barracas. Os pontos de venda devem manter um distanciamento mínimo dois metros, em todas as direções, com os feirantes utilizando sempre luvas descartáveis e máscaras de proteção. Álcool 70% e pias com água e sabão devem ser disponibilizadas para feirantes e compradores, com um controle do fluxo de pessoas para evitar aglomerações, filas e contatos próximos. O Decreto ainda pontua a necessidade de alternância dos dias de feira e a instalação das barracas em ambientes amplos e arejados.

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